Pelo menos três fenômenos climáticos impactantes foram registrados no inverno deste ano em Santa Catarina. Mas o que esperar dos últimos 30 dias desta estação de extremos climáticos? A previsão indica que as próximas semanas serão de chuvas acima da média.
De acordo com a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e e Extensão Rural de Santa Catarina), o inverno – que vai até o dia 22 de setembro – deve terminar com maior volume de chuvas do que o mês anterior e temperatura mais amena do que os invernos anteriores no Sul do país.
Saiba como será o último mês de inverno em Santa Catarina – Foto: Anderson Coelho/NDApesar disso, segundo a Epagri, permanecem as madrugadas frias e a possibilidade de formação de geadas, especialmente nas áreas mais altas de Santa Catarina.
SeguirEntre o final de agosto e o início de setembro, as chuvas são previstas para o Litoral e o Norte do Estado. Depois disso, a previsão é que as cidades do Oeste sejam as que registrem chuvas.
Em relação ao volume de chuvas, a Epagri aponta que setembro terá índice levemente mais alto, comparando com agosto: entre 150 a 190 mm, enquanto o mês anterior teve, no máximo, 170 mm.
“No trimestre [agosto, setembro e outubro], sobretudo em setembro e principalmente em outubro, os maiores volumes de chuva se concentram no Oeste e Meio Oeste. No mês de agosto, a média climatológica varia de 130 a 170 mm no Oeste e Meio Oeste, e de 90 a 130 mm do Planalto ao Litoral”, aponta a previsão climática da Epagri.
Nova frente fria e mais chuvas
Em agosto, até então, foram as frentes frias – que trazem chuvas – que predominaram no clima. Uma nova formação deve chegar a Santa Catarina, no início de setembro. Após isso, serão chuvas mais moderadas, que se formam em virtude dos sistemas de baixa pressão.
Com a transição para a primavera, no dia 23 de setembro, as chuvas mais distribuídas no Estado voltam a ocorrer, segundo a Epagri. Os volumes de chuva também voltam a subir, podendo chegar aos 200 mm em outubro, alerta o órgão que monitora o clima em Santa Catarina.
Ratones, no Norte da Ilha, também teve estragos – Foto: Anderson Coelho/NDEstação marcante
O inverno de 2020 em Santa Catarina foi de fenômenos climáticos extremos que ficaram para a história.
Apenas 10 dias após o início da estação do frio, o Estado teve um ciclone-bomba, que causou destruição em várias cidades.
Telhados completamente destruídos pelo tornado – Foto: Carlos Corrêa/Reprodução NDTVNo dia 14 de agosto foi a vez de os catarinenses presenciarem dois tornados – que atingiram as cidades de Água Doce e Irineópolis. Menos de uma semana depois, foi a vez da neve deixar vários municípios brancos. Até mesmo cidades da Grande Florianópolis tiveram registro de neve.
Estado de extremos
Em 2020, os termômetros já alcançaram 37º C em janeiro, mas neste inverno chegaram também a -8,1º C. E entre as estações, neste ano os catarinenses viram, filmaram e passaram por tornados, enchentes, deslizamentos de terra e queimadas.
Classificados como eventos climáticos extremos, os fenômenos que muitas vezes deixam destruição, feridos e até mesmo mortos por onde passam devem se intensificar.
Estudos feitos por especialistas que monitoram dados do clima há décadas preveem o aumento nas ocorrências e intensidade dos desastres.