Veranico em SC pode ter relação com calor que assola Europa; veja o que está por vir

Estado tem calor previsto para as duas últimas semanas de julho e chegada de massas de ar polar para agosto

Redação ND Florianópolis

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O calor na Europa está chamando a atenção pelos registros de altas temperaturas que passam dos 40°C, as grandes queimadas e as mortes por calor. No Reino Unido, por exemplo, nesta terça-feira (19) os termômetros chegaram próximos de 41°C graus, atingindo recorde histórico.

De acordo com o meteorologista Piter Scheuer, o calor registrado em Santa Catarina no mês de julho pode ter relação, mas não direta, com as altas temperaturas europeias.

Calor deve se intensificar nas duas últimas semanas de julho em SC – Foto: Flavio Tin/Arquivo/NDCalor deve se intensificar nas duas últimas semanas de julho em SC – Foto: Flavio Tin/Arquivo/ND

Já eram esperadas temperaturas maiores para julho em SC. Nas duas últimas semanas de julho, principalmente para as regiões Sul, Norte e Oeste, podem ser registradas marcas de até 30°C.

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“Pode até ter uma relação indireta, mas julho já tinha uma previsão de ter temperaturas mais altas no Estado, por isso esse veranico”, explicou Piter.

Em agosto as temperaturas devem se manter um pouco acima da média para a época, mas, de acordo com o Piter, Santa Catarina deve ter duas massas de ar polar, que vão fazer as temperaturas despencar por um curto período, similares às do mês de julho.

Calor na Europa causa estragos e destruição

A onda de calor é a segunda registrada em menos de um mês na Europa, que está no auge da temporada turística de verão. Para os cientistas, a multiplicação desses fenômenos é consequência direta das mudanças climáticas.

Vários países da Europa Ocidental, entre eles PortugalFrança e Espanha, continuam lutando contra devastadores incêndios florestais, deflagrados pela onda de calor.

Visitantes aproveitam o sol e a praia em Blackpool, ao Noroeste da Inglaterra, em meio a calor intenso – Foto: crédito: Oli Scarff/AFP/NDVisitantes aproveitam o sol e a praia em Blackpool, ao Noroeste da Inglaterra, em meio a calor intenso – Foto: crédito: Oli Scarff/AFP/ND

Segundo os cientistas, existe uma relação direta entre as ondas de calor e a mudança climática, já que as emissões de gases de efeito estufa aumentam sua intensidade, duração e frequência.

Até o momento, de acordo com informações do portal UOL, a onda de calor extremo, que há uma semana castiga boa parte da Europa Ocidental, com temperaturas acima de 40°C, já provocou mais de mil mortes, segundo autoridades de saúde de Portugal e Espanha.

Pesquisadores da Comissão Europeia disseram que quase metade (46%) do território da União Europeia foi exposto a níveis de seca considerados de risco, enquanto 11% estavam em nível de alerta, e as lavouras já estavam sofrendo com a falta de água.

Incêndios na França, Grécia, Portugal e Espanha destruíram milhares de hectares de florestas.