VÍDEO: Barragem de José Boiteux atinge limite e verte pela 1ª vez na história

Defesa Civil informa que monitora a situação da maior barragem de SC, que até esta sexta-feira (13), nunca havia vertido

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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A barragem de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí, verteu pela primeira vez na história nesta sexta-feira (13). Um vídeo (assista abaixo) foi compartilhado onde a água passa livremente por cima do limite, que segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, foi atingido às 22h.

VÍDEO: Barragem de José Boiteux atinge limite e verte pela 1ª vez na históriaVídeo mostra água ultrapassar os limites – Foto: Prefeitura de José Boiteux/ Divulgação/ ND

A Defesa Civil informou que acompanha a situação e seguirá emitindo alertas.

“É importante destacar que o vertimento das barragens é uma operação controlada e monitorada por equipe técnica. Os níveis dos rios do Médio Vale do Itajaí estão em declínio e o efeito do vertimento não deve alterar esta tendência”, afirmou o órgão.

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Assista ao vídeo da barragem de José Boiteux

Vídeo mostra água ultrapassar os limites – Vídeo: Prefeitura de José Boiteux/ Divulgação/ ND

‘Se eu abrir agora, eu inundo Blumenau’, diz chefe da Defesa Civil sobre barragem

O secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, Coronel Armando, esteve nesta sexta (13) em Blumenau.

Em coletiva de imprensa, o secretário detalhou a situação das barragens que ficam acima de Blumenau e que afetam o nível do rio Itajaí-Açu na cidade. Ele disse que, mesmo com nível elevado, a barragem de José Boiteux é uma infraestrutura segura, da mesma forma que as duas outras barragens.

“Ela está segura, enfrentamos um período de 12 dias de chuva em outubro, em três rodadas. Estamos encerrando este ciclo. (…) A barragem de José Boiteux ela nunca verteu. Ela contém 357 milhões de metros cúbicos”, disse o comandante da Defesa Civil do Estado.

“Nós só operamos de forma técnica e se eu abrir agora, eu inundo Blumenau. Então temos que segurar Blumenau e o mesmo acontece em Taió e Ituporanga. Às vezes a gente sofre pressão de algumas pessoas para abrir, mas isso ocorre somente a partir de critérios técnicos”, afirmou o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina.

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