2005: O ano em que o tênis invadiu o Centreventos Cau Hansen, em Joinville

Conhecido palco do esporte joinvilense, Centreventos foi a “casa” da Copa Davis

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O Centreventos Cau Hansen é a casa do esporte joinvilense. Com o JEC Futsal pulsa o ano inteiro, está prestes a receber o Joinville Vôlei, é o “ninho” do basquete e já recebeu diversas competições nacionais de tênis de mesa, patinação e muito mais.

Plural, ele é também a casa da dança, mas até Gustavo Kuerten já desfilou seu talento no Centreventos.

O Guga? Sim, o Guga. Em 2005, o tênis invadiu o Centreventos e a cidade recebeu a Copa Davis que, nesta semana, acontece em Florianópolis.

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Copa Davis em Joinville; histórico  – Foto: Internet/Divulgação/NDCopa Davis em Joinville; histórico  – Foto: Internet/Divulgação/ND

Naquele ano, o tenista catarinense que ganhou o mundo já se encaminhava para o fim da carreira. Mas, deu show na quadra que se transformou com o saibro instalado naquela hoje tão conhecida pela bola pesada rolando.

O time do Brasil que tinha Flávio Saretta e André Sá nas duplas e o manezinho Guga e Ricardo Mello nos confrontos individuais, venceu a equipe das Antilhas Holandesas.

Quem lembra do confronto que lotou o Centreventos é Ricardo Schlachter, atual treinador de Pedro Boscardin, a joia do tênis joinvilense, catarinense e brasileiro.

“Para mim, foi muito especial porque além de ser na minha cidade, na época eu morava atrás do Centreventos, no estacionamento. Então, eu caminhava 20 metros e estava na quadra. Ver os grandes tenistas que eram amigos, conhecidos, colegas, foi incrível. Já era praticamente a reta final da carreira do Guga, mas foi uma atração enorme para o evento e para a cidade. Foi aquele misto do sentimento de termos visto os grandes e ter aquela motivação para a modalidade. O legado que o Guga deixou para o tênis não tem precedentes, não tem como mencionar”, fala.

O confronto da Copa Davis em Joinville era válido pela semifinal do grupo 2 do Zonal Americano e aconteceu entre os dias 15 e 17 de julho daquele ano.

Inicialmente, o mando de quadra era do adversário, mas devido a dificuldades financeiras, as Antilhas Holandesas repassaram ao Brasil o direito de jogar em casa.

A quadra começou a ser preparada para receber o confronto mais de um mês antes, no dia 2 de junho. Além do saibro na quadra, o Centreventos foi adaptado, com arquibancada móvel no palco.

À época, o presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), Jorge Lacerda da Rosa, ressaltou que a cidade ofereceu grandes vantagens econômicas e um espaço a altura da realização do evento.

“Esta foi a única [cidade] que ofereceu grandes vantagens econômicas e que nos oferece um espaço para a realização não apenas do confronto, mas de outras atividades relacionadas ao desenvolvimento do tênis”, disse.

O desenvolvimento e o fomento da modalidade, ressalta Schlachter, deve muito a Gustavo Kuerten, que popularizou o esporte com suas grandes atuações e conquistas.

Para o treinador, é fundamental que a cidade realize eventos de pequeno, médio e grande porte para massificar novamente a modalidade. Além disso, ele reforça a importância dos ídolos para que o interesse pelo esporte se solidifique e a nova geração, como Pedro Boscardin, tem grande responsabilidade.

“É uma responsabilidade tremenda, produzimos menos jogadores do que anos atrás. É uma responsabilidade ainda maior. Infelizmente, a pressão sobre um garoto desse aumenta muito. Em nível Brasil, nessa geração de 18 a 22 anos, ele está entre os cinco ou seis que se tem mais expectativa, para quem os holofotes estão mais virados”, finaliza.

Se em 2005 Joinville foi a casa da Copa Davis, a partir desta sexta-feira (3), é para Florianópolis que os olhares se voltam. Desta vez, o Brasil enfrenta a China, nas quadras do Costão do Santinho.