O catarinense Rafael Westrupp foi eleito, na última sexta-feira (26), o novo presidente da Cosat (Confederação Sul-Americana de Tênis). A eleição aconteceu na cidade de Assunção, no Paraguai. Ele vai ocupar o cargo da entidade máxima do esporte na América do Sul pelos próximos quatro anos.
Copa BRB Sul – Americano de Tênis 18 anos. Foto: Marcello Zambrana/Divulgação CBT – Foto: Marcello Zambrana/CBTPouco antes do pleito, o boliviano Edmundo Rodriguez retirou a sua candidatura e Rafael foi aclamado ao cargo. “Me sinto com uma responsabilidade enorme tendo que representar esse esporte maravilhoso que é o tênis em um âmbito muito maior, perto daquilo que já estávamos trabalhando”, disse à reportagem do ND+.
Atualmente presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), Westrupp continuará à frente da entidade máxima da administração do tênis brasileiro, em conformidade com os estatutos da Cosat e da CBT.
SeguirO novo presidente traçou planos com o intuito de contribuir para o desenvolvimento do esporte no continente, com iniciativas voltadas para o tênis juvenil e profissional, para o tênis em cadeira de rodas e também para o beach tennis.
“Vamos dar uma grande atenção ao tênis profissional, o de transição (sub-18 com atletas que querem encarar a carreira profissional), que em alguns momentos estão desassistidos, dando grande atenção também ao beach tennis, que é uma modalidade que vem crescendo muito e já é uma realidade, e ao tênis em cadeira de rodas”, pontua.
O presidente ainda citou como objetivos construir relações com entidades internacionais a fim de firmar novas parcerias com entidades da Europa e da América do Norte.
Popularização do esporte
Sobre a popularização do esporte no Brasil, Westrupp afirmou que o tênis já o segundo esporte mais visto na TV fechada no país. “Temos 2,1 milhões de praticantes da modalidade. Dentro do universo que extrapola fãs de tênis, chega a 8 milhões de adeptos do esporte”, afirma.
Para o presidente, os números expressivos trazem luz ao momento do tênis nacional. E, de certa maneira, pelo fato do tênis ter um protocolo “quase ideal” contra a Covid-19, com áreas para dois ou no máximo quatro esportistas, houve um crescimento grande no número de praticantes.
Guga deita na quadra após conquistar o tricampeonato de Roland Garros – Foto: Reprodução/YouTube/Roland Garros“Tivemos a ‘era Guga’ que foi um fenômeno, poderíamos na época, em termos estruturais e administrativos, termos aproveitado melhor para o desenvolvimento da modalidade”, avalia.
Momento do esporte no continente
Na avaliação de Westrupp, a América do Sul está vivendo um período de entressafra. “Trazemos Brasil, Argentina e Colômbia, que são os que mais se destacam. O Brasil, em 2018, chegou a ter nove tenistas entre os 100 melhores do mundo no Infanto-Juvenil. Número inédito que só nos deixou atrás de Estados Unidos, ficando empatado com França e na frente de países como a Inglaterra”, afirma.
“O mesmo acontece com os países vizinhos. Nos dá um norte grande para essa garotada que vai compor o ranking profissional. No tênis em cadeira de rodas, o Brasil tem um entre os dez melhores do mundo. No beach é bicampeão do mundo. Além disso, falando dos países vizinhos, a Argentina sempre foi um expoente, ano passado tendo a Nadia Podoroska nas semis de Roland Garros”, completa.
Na avaliação do novo presidente, esse período de entressafra dá a esperança à confederação de que, num futuro próximo, em torno de quatro anos, a América do Sul tenha tenistas despontando e preenchendo uma “grande fatia” do top 100 do ranking mundial.
Brasil nas Olimpíadas
O Brasil terá, ao todo, 11 representantes no tênis nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O cearense Thiago Monteiro, número 81 do ranking, e o mineiro João Menezes (210º), atual campeão dos Jogos Pan-Americanos de Lima em 2019, estão classificados. Nas duplas, Bruno Soares (13º) e Marcelo Melo (18º) foram selecionados.
Bruno Soares e Marcelo Melo são esperanças de medalha para o Brasil – Foto: Reprodução/Time BrasilJá no tênis em cadeira de rodas dos Jogos Paralímpicos, serão sete representantes do país: Daniel Rodrigues, Gustavo Carneiro, Rafael Medeiros e Mauricio Pommê, entre os homens, e Meirycoll Duval, Ymanitu Silva e Ana Caldeira, na disputa feminina.
“Olimpíadas é a ‘cereja do bolo’. Apesar desse atraso, uma vez que era para acontecer em 2020 por conta da pandemia, demos todo o suporte, tanto de infraestrutura, como financeira e composição de calendário para nossos atletas”, explica o presidente.
“Entendemos que o Bruno [Soares] e o Marcelo [Melo] por tudo que vem realizando nos últimos anos, estão preparadíssimos. A esperança é que essa medalha aconteça mesmo com todas as adversidades do contexto atual”, avalia.