Que a mobilidade é um dos grandes entraves da Grande Florianópolis, isso não é exatamente uma novidade. Mas há uma conduta adotada, sobretudo no trânsito, que faz filas tornarem-se onipresentes.
Trata-se de uma espécie de negociação envolvendo os motoristas em meio às faixas que dá margem para o “fura filas”. Não há uma lógica de deslocamento, mas apenas de (suposto) ganho de espaço.
Uma movimentação baseada no instinto da pressa, que faz com que os acessos estrangulem de Norte à Sul, de Leste a Oeste, em toda a região.
SeguirTem um exemplo clássico na Lagoa da Conceição para quem sai do Morro da Lagoa e tem como destino às praias, percorrendo a SC-404 rumo à avenida das Rendeiras.
Sempre vai existir o motorista que ganha espaço como se fosse converter a esquerda, para poder “furar” a fila nas imediações do trevo. Prática tão comum quanto nefasta.
Mobilidade no elevado do CIC
Outro ponto conhecido e que geralmente expõe os “espertos” é visto na alça de acesso em frente ao Teatro do CIC. Em tempo de alta temporada o local engarrafa já que dá acesso a SC-401 e ao bairro Itacorubi e, em função da fila, é o ponto de ação dos “malandros”.
Lentidão no elevado do CIC; cena corriqueira, principalmente, em alta temporada – Foto: ND/DivulgaçãoA Guarda Municipal de Florianópolis, nem sempre, realiza alguns trabalhos no local.
Túnel em São José sem mobilidade
Ponto clássico do “furão” também, em São José. Motoristas se digladiam para acessar o túnel de retorno entre Norte – Sul, próximo ao bairro Roçado.
O contraste no local é muito maior já que mistura a descida em alta velocidade da BR-101 com os motoristas que precisam ir adiante para acessar a mesma rodovia, mais a frente, bem como os condutores que precisam inverter o sentido do deslocamento. Um caos em horário de pico.