Algumas linhas do transporte coletivo de Florianópolis podem parar novamente; entenda

Após problemas com relação ao pagamento de salários e outros benefícios, os passageiros do transporte coletivo de Florianópolis podem ser surpreendidos com a falta de ônibus em algumas regiões

Foto de Luiz Fernando Dresch

Luiz Fernando Dresch Florianópolis

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Após os ônibus do transporte coletivo da empresa Emflotur terem sido impedidos de sair da garagem nas primeiras horas da manhã da última segunda-feira (4), alegando falta de pagamento dos funcionários, uma nova discussão entra em cena.

Conforme um ofício enviado pelo sindicato da categoria à Secretaria Municipal de Transporte e Infraestrutura, a empresa alega que a prefeitura não faz os repasses dos subsídios no tempo certo, contudo a gestão municipal nega e alega outra situação para o problema.

Transporte coletivo de Florianópolis pode contar com paralização de algumas linhas nos próximos dias.Transporte coletivo de Florianópolis pode contar com paralisação de algumas linhas nos próximos dias. – Foto: PMF/Divulgação
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O ofício foi encaminhado ao ND+ pelo Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis).

Segundo o documento, os pagamentos do tíquete alimentação, adiantamento de salário e a remuneração mensal não estão sendo pagos nas datas estipuladas pela CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). Além destes débitos em aberto, o ofício do Sintraturb também aponta atraso em outros pagamentos, como férias, por exemplo.

A empresa Emflotur faz parte do Consórcio Fênix, que através do Contrato de Concessão n.º 462, mantém a concessão de exploração de serviços públicos de transporte coletivo urbano de passageiros em Florianópolis. No contrato, estão estabelecidas algumas normas de repasse de subsídios por parte da prefeitura para custear passe do estudante e outros custeios, por exemplo.

Prefeitura afirma que está repassando os valores corretamente

Em nota, a Prefeitura Municipal de Florianópolis reforça que o município, via Secretaria da Fazenda, está repassando os valores de subsídio corretamente.

Veja a nota da prefeitura na íntegra:

“A Prefeitura de Florianópolis informa que a situação envolvendo uma das empresas do Consórcio Fênix, relacionado ao pagamento de benefícios, aconteceu por um problema interno da referida empresa. O Município, via Secretaria da Fazenda, vem cumprindo o acordado referente ao pagamento do subsídio”, garante a prefeitura.

Conforme o 1º Secretário de Imprensa do Sintraturb, Deonisio Linder, o levantamento feito pelo órgão aponta que a empresa honrou com os pagamentos do tíquete alimentação na segunda-feira. No entanto, ainda conforme o sindicato dos trabalhadores, o pagamento deveria ter ocorrido no sábado (2).

Segundo Linder, na quarta-feira (6) deverá acontecer o pagamento dos salários aos colaboradores. O sindicato defende, ainda, que se não houver o pagamento, uma nova paralisação acontecerá.

“Eles [Emflotur] estão atrasando o tíquete e o salário, então se eles não pagarem o salário amanhã nós vamos parar de novo”, reforça Linder.

O que diz a Emflotur?

Em nota, a empresa Emflotur ressaltou que não há qualquer irregularidade no pagamento dos salários e no tíquete alimentação dos colaboradores. Além disso, a companhia afirma que os salários serão depositados nesta quarta-feira. Veja a nota da empresa na íntegra:

“Em resposta à matéria publicada no portal ND+ na manhã desta terça-feira (05), que afirmou o risco de paralisações em algumas linhas do transporte coletivo da Capital, o diretor-presidente da empresa Emflotur, Rafael Rocha de Moura Ferro, informa que não há qualquer irregularidade no pagamento dos salários, que serão depositados nesta quarta-feira (06), tampouco no vale-alimentação, já pago, e também nas demais solicitações alegadas pelo sindicato laboral. Informa, ainda, que recebem em dia os repasses da Prefeitura Municipal de Florianópolis.”

Relembre o motivo da paralisação na segunda-feira

Na manhã de segunda-feira (4), os ônibus do transporte coletivo da empresa Emflotur não circularam nas linhas e itinerários habituais. As informações preliminares indicam que houve um bloqueio na garagem da empresa, o qual só foi liberado a partir das 6h.

A paralisação das atividades nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira foram mobilizadas pelo Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis).

A ação impediu que os ônibus saíssem da garagem para fazer as rotas habituais e o transporte de passageiros. Conforme o 1º Secretário de Imprensa do Sintraturb, Deonisio Linder, a paralisação teria sido motivada pelo não pagamento dos benefícios aos colaboradores da empresa nas datas corretas e acertadas pela CCT.

A ação impediu que os ônibus saíssem da garagem para fazer as rotas habituais e o transporte de passageiros. – Foto: Freepik/Divulgação/NDA ação impediu que os ônibus saíssem da garagem para fazer as rotas habituais e o transporte de passageiros. – Foto: Freepik/Divulgação/ND

Além disso, um ofício do sindicato, que foi enviado para a Secretaria Municipal de Transportes e Infraestrutura de Florianópolis, aponta que o Sintraturb recebeu denúncias sobre atraso no pagamento do tíquete alimentação na data correta e também o salário até o quinto dia útil de cada mês.

O sindicato também apontou que o vale/adiantamento (adiantamento de salário), também não teria sido saldado na data correta, as quais seriam até o dia 20 de cada mês.

Secretaria Municipal de Transportes e Infraestrutura está apurando o caso

No documento enviado para a Secretaria Municipal de Transportes e Infraestrutura de Florianópolis, a empresa Emflotur afirma, em justificativa, que o Município de Florianópolis não estaria efetuando o pagamento do subsídio nas datas corretas, o que obstaculizaria a empresa de pagar os direitos em dia.

Na segunda-feira, a reportagem havia entrado em contato com Secretaria de Transportes da Capital, que informou estar apurando todos os detalhes do caso. Já a empresa Emflotur, não quis se posicionar sobre a paralisação.

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