Diogo de Souza diogo.souza@ndmais.com.br

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Caos na saída da Ilha revela que a mobilidade de Florianópolis está resumida a boas ideias

Ônibus enguiçou na ponte Colombo Salles, em Florianópolis e simplesmente parou o trânsito da saída da Ilha; com a alta temporada batendo na porta, a sensação para com a mobilidade é de impotência

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O ônibus que enguiçou na entrada da Ponte Colombo Salles, nesta segunda-feira (9), voltou a refletir em graves problemas na mobilidade de Florianópolis.

Quem tentou sair da Ilha depois das 16h enfrentou graves problemas e precisou de muita paciência já que o veículo de grande porte apresentou problemas mecânico e ficou parado, na faixa da direita, na ponte Colombo Salles.

Caos em Florianópolis: qualquer coisa deixa a cidade parada na sua mobilidadeÔnibus estragou no acesso a ponte Colombo Salles – Foto: Divulgação/ND

A ponte foi liberada mais de uma hora depois do problema.

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Um contexto que se repete semana após semana sem que algo seja efetivamente feito.

Restando poucos dias para o começo da temporada de verão e o grande volume de veículos que é projetado para a região, a verdade é que a mobilidade da Ilha está só à mercê de boas ideias e boas intenções.

O guincho, que ainda está em processo de contratação por parte do Governo de Santa Catarina, não foi disponibilizado. Se o equipamento estivesse disponível no vão das pontes a ocorrência envolvendo o ônibus, certamente, seria menos danosa.

Já a ponte Hercílio Luz vai passar por um experimento novo e que será testado a partir desta terça-feira (10). Uma ótima alternativa, mas que além da condição experimental nesta semana, não vai resolver o problema da mobilidade.

A união das forças de segurança entre município, estado e país, em Florianópolis, é uma realidade que ainda se limita à teoria.

A sensação do condutor e do morador da região é de impotência e, mais do que nunca, paciência.

Também por isso paira uma sensação, por vezes, de passividade das autoridades que, por mais cientes que sejam dessa anomalia em todas as semanas do ano, ainda se “escondem” atrás de boas ideias e boas intenções o que, convenhamos, é muito pouco para o presente e o futuro da mobilidade em toda a região.