Cinto de segurança salva idoso e outras vítimas de grave acidente em Campo Belo do Sul

Acessório obrigatório reduz os danos em 70% das ocorrências

Redação ND Florianópolis

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Uma colisão frontal seguida de um capotamento não terminou em tragédia, em Campo Belo do Sul, na Serra catarinense, porque os motoristas e a passageira utilizavam o cinto de segurança da maneira correta.

No quilômetro 203 da rodovia SC-390, a PMRv (Policia Militar Rodoviária) atendeu o acidente de trânsito, na tarde de terça-feira (2), que envolveu os veículos Hyundai HB-20 e VW Gol, ambos com placas de Campo Belo do Sul. O acessório obrigatório reduz os danos em 70% das ocorrências.

Grave acidente acabou com capotamento de um dos veículos – Foto: Divulgação/NDGrave acidente acabou com capotamento de um dos veículos – Foto: Divulgação/ND

De acordo com a PMRv, o HB-20 era conduzido por um idoso, de 81 anos, e o Gol por um homem, de 31 anos, que ainda tinha como passageira uma mulher, de 21 anos. A esposa do motorista sofreu lesões na cabeça, perna direita e braço esquerdo e, por isso, ela foi conduzida pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages.

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Para o comandante do 11º Grupo de Polícia Militar Rodoviária, em Palmeira, sargento Enio de Jesus Meurer, o cinto de segurança salvou a vida dos envolvidos. “A colisão gravíssima só não terminou em tragédia porque os ocupantes dos dois automóveis utilizavam o cinto de segurança da maneira correta”, sentenciou.

O relatório da PMRv apontou que o acidente foi ocasionado porque o condutor do HB20 não aguardou no acostamento para fazer a conversão à esquerda. Assim, ele obstruiu a passagem do Gol. No teste de etilômetro, para constatar a embriaguez ao volante, o idoso teve como resultado 0,00 mg/l. Já o condutor do VW Gol recusou-se a fazer o teste. Diante da negativa, a polícia aplicou o auto de infração.

O professor José Lesle de Souza, do Icetran (Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transportes), destaca a importância da utilização correta do cinto de segurança em qualquer dos assentos. “Em média, os estudos demonstram que o acessório reduz os danos físicos de 60% a 70% dos ocupantes de veículos. Isso representa uma redução das mortes, por consequência. O importante é que a população tenha a conscientização de usar o cinto corretamente não apenas para não ser multado, mas com o objetivo de preservar a própria vida”, anotou.

Veículos ficaram destruídos com a violência do impacto – Foto: Divulgação/NDVeículos ficaram destruídos com a violência do impacto – Foto: Divulgação/ND

Os cintos de segurança são projetados para pessoas com altura média de 1,45 metro. Isso porque a faixa diagonal do acessório deve passar pelo tórax e, não, sobre a barriga ou o pescoço. Quando necessário, o condutor ou o passageiro deve utilizar algum acessório para ficar na altura adequada.