A terceira faixa da BR-101 entre Palhoça e São José foi inaugurada este mês e os motoristas já puderam perceber a melhoria no trânsito. Porém, com as filas de fim de ano, é possível perceber que os problemas de mobilidade na rodovia estão longe de acabar.
Com crescimento no fluxo de veículos, melhorias na BR-101 em SC continuam necessárias – Foto: Ricardo Alves/NDTVÉ preciso sair de casa com tempo contado, sempre a mais, já prevendo as longas filas na rodovia. Os engavetamentos e batidas traseiras não são raros no trecho que corta Santa Catarina.
“O pessoal não respeita a distância, velocidade, tem hora que ultrapassa a que as placas pedem. E a outra parte que eu vejo é que, quando tem fila, o último que para não liga o alerta também. Eu já passei por aperto em ver o pessoal parado em fila e não ligar o alerta para a pessoa segurar bem antecipado a hora de causar um acidente”, contou o pintor Damião Barbosa.
O Estado cresce em ritmo acelerado. Por isso, as estradas estão cada vez mais movimentadas. A BR-101 ainda abriga no seu entorno um complexo portuário estratégico e um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil. Tudo isso impacta diretamente na segurança e fluidez da rodovia.
Na última década, de 2010 a 2020, a população dos municípios do entorno da BR-101 aumentou de 2,9 milhões para mais de 3,5 milhões de habitantes. É claro que a frota de veículos também teve um aumento considerável de 1,7 milhões para 2,7 milhões de veículos. A rodovia não está preparada para todo esse fluxo e agora, durante a temporada, o trânsito se torna ainda mais caótico.
“Esse Contorno Viário tá fazendo muita falta pros caminhoneiros, caminhão pesado, para tirar o trânsito aqui de dentro da cidade”, disse o motorista José Irésio.
Na última semana, os motoristas que utilizam o trecho entre Palhoça e São José, já puderam transitar com maior facilidade. A mudança veio em razão da terceira pista entregue na sexta-feira (24).
Terceira pista foi entregue na sexta-feira (24) – Foto: Arteris Litoral Sul/Divulgação/NDPara o presidente do Comdes (Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis), Marius Bagnati, “hoje, nós temos uma maior fluidez de todo o tráfego e isso tem uma relação direta com o que tá estabelecido nos objetivos do desenvolvimento sustentável dito pela ONU. do ponto de vista do desenvolvimento econômico, hoje nós temos as mercadorias transitando mais fácil. A mercadoria chega mais cedo na loja, se perde menos tempo parado nesse trânsito”.
No entanto, estudos feitos pela Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) apontam outras obras com caráter emergencial.
“São investimentos na ordem de R$ 2,6 bilhões da própria concessionária. Só que esses investimentos requerem equilíbrio econômico e financeiro. Eu dou destaque aqui para a melhoria entre Itajaí e Florianópolis e Joinville, por exemplo, passando ali por Itapema. Basicamente são a possibilidade da continuidade as marginais, melhorias nos entroncamentos”, explicou o executivo da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, Egídio Martorano.
Os estudos apontam que o investimento vai trazer não só benefícios mas muita economia que poderá ser sentida a longo prazo. Segundo Martorano, “essas intervenções, segundo levantamento de especialistas, representam uma economia até 2032, até o final da concessão, de R$9,6 bilhões em termos de redução de emissões, redução de acidentes e também a fluidez da rodovia”.
A Arteris, concessionária responsável pelo trecho, afirmou que já tem projetos para a rodovia.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.