Congresso aprova CNH gratuita para baixa renda; entenda as novas regras

Após passar por mudanças no Senado, o projeto foi aprovado na Câmara e agora aguarda sanção presidencial

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Daiane Carolina Chapecó

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A CNH gratuita é uma forma de abrir oportunidade no mercado de trabalhoCongresso aprova CNH gratuita para baixa renda; entenda as novas regras – Foto: Reprodução/ND

O Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que permite o custeio da primeira CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para pessoas de baixa renda por meio de recursos arrecadados com multas de trânsito.

A proposta, que também amplia a exigência de exame toxicológico e moderniza o processo de transferência de veículos, segue agora para a sanção do presidente da República.

CNH gratuita para baixa renda

O projeto (PL 3.965/21), de autoria da Câmara dos Deputados, estabelece que os beneficiários do programa serão pessoas cadastradas no CadÚnico, sistema que reúne informações de famílias em situação de vulnerabilidade social.

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Obrigatoriedade do exame toxicológico

Além da CNH gratuita, o texto torna obrigatório o exame toxicológico com resultado negativo para novos condutores das categorias A (motocicletas) e B (automóveis).

A exigência, hoje restrita a motoristas profissionais das categorias C, D e E, será estendida aos demais como parte do processo de habilitação.

Transferência de veículos poderá ser feita online

A proposta também traz inovações tecnológicas ao Código de Trânsito Brasileiro. A transferência de propriedade de veículos poderá ser feita eletronicamente, com uso de assinaturas digitais qualificadas e plataformas homologadas de validade nacional.

A vistoria, por sua vez, poderá ser realizada de forma online, a critério dos órgãos de trânsito estaduais.

O Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que permite a primeira CNH gratuitaA CNH gratuita é uma forma de abrir oportunidade no mercado de trabalho – Foto: Reprodução/ND

Inclusão social e acesso ao trabalho

Relator da proposta no Senado, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) destacou o caráter social do projeto.

“É uma forma engenhosa de combater a desigualdade, inclusive por abrir oportunidade no mercado de trabalho”, afirmou. Para ele, a medida amplia a inclusão sem ferir a autonomia dos estados, apenas viabilizando o financiamento da política pública.

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