Um dia depois do acidente que vitimou 19 pessoas na BR-376, em Guaratuba, a busca por respostas sobre o que teria causado o tombamento do ônibus no trecho conhecido como Curva da Santa continua.
19 pessoas morreram no acidente com o ônibus vindo do Pará – Foto: PRF/DivulgaçãoThéo Cruz, dono da TC Pires da Cruz, que locou o ônibus envolvido no acidente à outra empresa, disse que o veículo passou por uma revisão na semana passada, dias antes do início da viagem.
“Ele saiu de Belém na sexta. A gente passou terça, quarta e quinta fazendo a revisão geral no carro, no freio, óleo e motor. A gente sempre faz a revisão porque se o veículo quebra no caminho a manutenção custa três vezes mais”, destaca.
SeguirEm depoimento à Polícia Civil na segunda-feira (25), o motorista do ônibus disse que perdeu os freios do veículo e não pôde fazer nada.
Locação foi feita para viagem de passeio
Segundo Théo, a empresa locou o ônibus para uma viagem de passeio. Apesar disso, o veículo trazia várias pessoas para morar em Santa Catarina, em um serviço semelhante ao de ônibus de linha.
“A gente loca pra passeio. Se as empresas fazem esse tipo de serviço, a gente não sabe. A locação é feita como passeio”, ressalta Théo.
Ele conta que está prestando apoio às famílias. “Estamos respondendo por todo o atendimento médico e funeral com o apoio do governo do Pará”, fala.
Uma comitiva do estado deve chegar ao Paraná nesta terça-feira (26) e o governo paraense afirmou que vai fretar um avião para o encaminhamento dos corpos ao Norte do país.