Em greve há 10 dias, trabalhadores da Comcap fazem caminhada e trânsito fica lento

Os trabalhadores da Comcap se deslocam ao Tribunal de Justiça, aonde deve acontecer uma audiência de conciliação, na manhã desta sexta-feira (10)

Redação ND Florianópolis

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Trabalhadores da Comcap (Autarquia Melhoramentos da Capital), que estão em greve há 10 dias, fazem uma caminhada até o Tribunal de Justiça, em Florianópolis. Eles devem acompanhar uma audiência de conciliação que deve acontecer no local e está marcada para às 10h, desta sexta-feira (10). O trânsito ficou parcialmente interrompido e teve pontos de lentidão.

Manifestação dos trabalhadores da Comcap que estão em greve em FlorianópolisTrabalhadores caminham até o Tribunal de Justiça para acompanhar audiência de conciliação que será realizada nesta manhã de sexta-feira (10) – Foto: Sintrasem/Redes sociais/ND

O Sindicato Municipal dos Servidores Públicos informou, nas rede sociais, que o TJ (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) e o TRT (Tribunal regional do Trabalho) convocaram uma mesa de conciliação entre os trabalhadores da Comcap e a prefeitura de Florianópolis.

Por volta das 8h40, os manifestantes caminhavam em direção a Ponte Hercílio Luz. O subinspetor da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis), Ricardo Pastrana, alertou que o trânsito vai ficar complicado na região, por isso ele pede ao condutor para evitar transitar pelo local.

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A GMF informou que os trabalhadores se deslocam pela ponte Hercílio Luz, descendo a Francisco Tolentino. Eles devem passar em frente ao Ticen, com destino ao Tribunal de Justiça, na Praça Tancredo Neves.

“Em virtude deste deslocamento, há lentidão acentuada para acessar a Ilha pela ponte Hercílio Luz”, destaca a GMF.

Trabalhadores fazem caminhada pelas ruas de Florianóplis – Vídeo: Sintrasem/Rede Social/ND

Ao longo da caminhada, teve pontos que tiveram o trânsito parcialmente interrompido pelos manifestantes, conforme informou a GMF. Por volta das 10h, o grupo se concentrou na Praça Tancredo Neves

Greve da Comcap

Os trabalhadores entraram em greve no dia 1º de novembro, após decisão tomada em uma assembleia.  O sindicato sustenta que a prefeitura municipal está desrespeitando o que está previsto na convenção.

Além disso, o movimento é contrário à novas terceirizações do setor, pede pela apresentação de uma proposta sobre as aposentadorias e por chamamento de aprovados em concurso público.

A Prefeitura de Florianópolis sustenta que apresentou proposta à Comcap, a qual prevê um reajuste aos trabalhadores dentro da variação inflacionária, que deve variar entre 4% e 5%. Além disso, considera o movimento ‘ilegal’.

Multa e comissão para identificar grevistas

Uma ordem judicial determina o fim da greve e retorno as atividades, sob pena de multa ao sindicato pelo descumprimento. Na última segunda-feira (6), a desembargadora Denise Francoski, do TJSC aumentou o valor da multa, que estava fixada em R$ 100 mil, e passou para R$ 200 mil por dia que a ordem não ser acatada.

Uma portaria publicada pela Prefeitura de Florianópolis no Diário Oficial do Município, no mesmo dia, determinou a criação de uma comissão para identificar os trabalhadores em greve na Comcap e demiti-los por justa causa, por descumprirem uma a ordem judicial que determina o retorno aos serviços.

A fim de responsabilizar os grevistas, na quinta-feira (9) o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) recomendou que a Prefeitura de Florianópolis realize o corte do ponto de trabalhadores que aderiram à paralisação apontada como ilegal pelo Tribunal de Justiça.

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