Após mais de 36 horas do acidente que derramou ácido sulfônico na Serra Dona Francisca em Joinville, no Norte de Santa Catarina, a rodovia SC-418 segue sem previsão de liberação total. Equipes continuam realizando trabalhos de limpeza na tarde desta terça-feira (30), e o trânsito está parcialmente interrompido.
O acidente aconteceu no início da manhã desta quarta-feira (29), pouco antes das 7h, no km 16 da rodovia. O caminhão que transportava o produto químico já foi removido, porém há dezenas de tonéis de ácido que precisam ser retirados do local.
“Estão sendo removidos os primeiros tonéis aqui em cima [da rodovia], e amanhã é para iniciar a remoção dos tonéis que estão abaixo”, explica o coordenador regional da Defesa Civil, Antônio Edival Pereira.
Segundo Edival, uma estratégia está sendo elaborada para que as equipes consigam remover os produtos que caíram a uma profundidade de até 100 metros. “Para amanhã já tem uma [estratégia], e estamos verificando outras situações”, afirma.
O pedido é para que os motoristas que puderem evitem transitar pela Serra Dona Francisca, já que o trânsito opera no sistema “pare e siga”, com coordenação da PMRv (Polícia Militar Rodoviária).
Trabalhos na Serra Dona Francisca vão prosseguir pelos próximos dias
De acordo com o analista ambiental do IMA (Instituto do Meio Ambiente), Giovane Andrade, há cerca de 70 a 80 tonéis de ácido sulfônico barranco abaixo. “Vai ser feito um levantamento hoje para ver a questão de como elas vão ser removidas lá debaixo”, explica Andrade.
Conforme explica Andrade, os tonéis são bastante pesados, o que dificulta o trabalho de remoção. “Pesam de 200 a 220 kg, então a gente está traçando estratégias para definir se vai ser retirado líquido de dentro [do tonel] primeiro”, comenta.
Após a finalização da remoção dos tonéis, porém, o trabalho seguirá ocorrendo na região da Serra Dona Francisca. Segundo o analista, as equipes estão atuando na “fase emergencial” de contenção dos danos causados, para limpeza da rodovia, mas isso não significa o fim dos trabalhos.
“A gente quer finalizar esta fase emergencial entre hoje e amanhã, para começar as outras ações da parte ambiental. Estas também vão ser um pouco mais demoradas, e o sistema vai continuar no ‘siga e pare’, que está funcionando a contento”.