Motociclistas estão usando a passarela em frente ao Tican (Terminal de Integração de Canasvieiras), na Vargem Grande, em Florianópolis, como retorno na SC-401. A situação preocupa quem usa a estrutura para atravessar a rodovia na região, que é movimentada também por conta do funcionamento da UPA Norte e do comércio.
Motociclistas usam passarela como retorno na SC-401 em Florianópolis – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVConforme a sinalização, o equipamento urbano só pode ser usado por pedestres e ciclistas que estejam a pé, empurrando as bicicletas. Porém, atualmente, as pessoas que estão fazendo o uso correto da passarela precisam sair do caminho para que os motociclistas possam passar.
O instrutor de trânsito Murilo Vessling acompanha de perto os problemas do trânsito da Capital e tenta promover ações para mudar o comportamento dos condutores em conjunto com autoridades policiais. Segundo ele, a passarela em frente ao Tican não é a primeira a ser utilizada do modo errado.
“Tem algumas maneiras de coibir isso daí: barreira física na entrada da passarela, permitindo apenas que o pedestre consiga passar pela estrutura, e também dá para fazer monitoramento com câmera e fazer a fiscalização por meio desse monitoramento”, lembrou Vessling.
O retorno mais próximo fica a cerca de 2km de onde a passarela foi instalada. Por isso, a suspeita é de que os condutores estão cortando caminho pela estrutura para poupar tempo e combustível.
O artigo 193 do Código de Trânsito Brasileiro prevê penalidades para quem transita com veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias e ciclofaixas e outros espaços públicos.
Segundo o capitão Maurício Abílio dos Santos, da PMRv (Polícia Militar Rodoviária), “em relação ao que diz a legislação, ela classifica essa conduta como uma infração gravíssima. O valor é multiplicado por três, chega hoje a aproximadamente R$ 880, e a pontuação que vai para o prontuário do condutor flagrado é de sete pontos”.
O Detran flagrou e multou este ano 65 motociclistas infringindo o artigo 193 em Florianópolis. Em 2021, foram 102. Porém, o desrespeito ao código de trânsito não acontece só na Capital. Ao todo, no Estado, 579 motociclistas pilotaram em lugares proibidos em 2022. No ano passado, foram 1066.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.