O motorista que atropelou e acabou provocando a morte da fotógrafa Vanessa Vieira, de 31 anos, na noite de sábado (2), em Joinville, foi autuado por homicídio culposo (sem intenção de matar).
Vanessa caminhava na Avenida Santos Dumont, bairro Santo Antônio, com o companheiro Nelson Veneri Neto e dois cachorros. Por volta das 19 horas, a família foi atingida na calçada por um Chevette que, segundo a Polícia Militar, teria perdido o controle, invadido a pista contrária, batido em outro veículo até atingir os pedestres e um dos animais de estimação.
Vanessa Vieira não resistiu ao impacto e morreu ainda no local do acidente – Foto: Reprodução Facebook/NDVanessa morreu ainda no local, o companheiro Nelson foi levado à emergência do Hospital São José com fraturas nas costelas, desorientado, e um dos cachorros da família também acabou morrendo com a força do impacto. Nelson recebeu alta do hospital nesta terça-feira (5).
SeguirO delegado Marcel de Oliveira, que era plantonista da Central de Polícia no sábado, autuou o motorista por homicídio culposo com base nos elementos reunidos na hora do flagrante.
“Entendi que o acidente se deu por imprudência”. O processo foi encaminhado para a Justiça ainda no sábado.
Nesta segunda-feira (4), como é do rito, o juiz é Décio Menna, do Juizado Especial Criminal e Delitos de Trânsito da Comarca de Joinville, encaminhou o processo para Delegacia solicitando duas principais diligências: testemunhas que, preferencialmente, tenham presenciado o acidente e imagens de câmaras de segurança.
Testemunhas são ouvidas
O delegado Marcel já ouviu uma testemunha nesta quarta-feira (6) e espera ouvir mais três testemunhas nas próximas horas.
Ao mesmo tempo, está buscando imagens das câmeras nas imediações para averiguar se revelam o momento do acidente ou possam indicar se motorista estava dentro da velocidade permitida para o local (60k/h) ou acima dela.
Além disso, a perícia no veículo também tentará apurar a velocidade imprimida na hora do acidente.
Após o recolhimento das provas, o processo será enviado ao Ministério Público (MP), para que faça suas manifestações. O MP pode manter homicídio culposo ou incluir outros crimes que entender necessário, ou até mudar para homicídio doloso (com intenção de matar).
Depois desse passo, o MP oferece a denúncia ao Juizado Especial Criminal e Delitos de Trânsito, que irá proferir a sentença.
Por enquanto, o motorista do Chevette, de 25 anos, encontra-se em liberdade.
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