“Onda Verde” é quando o motorista consegue passar em uma sequência de sinais verdes ao longo de uma via. Mas nem sempre a sincronia dos semáforos permite isso. Pelo contrário: a falta dela pode complicar e muito o trânsito. E é isso que tem acontecido aqui em Florianópolis.
Semáforos sem sincronia deixam o trânsito mais travado e perigoso – Foto: GMF/Divulgação/NDNão são apenas os milhares de veículos que, em muitos casos, atrapalham o trânsito da Capital. O anda e para também deixa a mobilidade ainda mais comprometida. Tudo por conta dos semáforos. Não é raro encontrar, nas ruas ou nas redes sociais, motoristas insatisfeitos com o aumento das filas.
Isso acontece ou pela existência de sinais intermitentes ou pela própria falta de harmonia entre o tempo de abertura e o de fechamento de sinais próximos. Para Igor Bentes, que trabalha como motorista por aplicativo, a dificuldade de locomoção nos semáforos reflete em atrasos nas corridas.
“É bastante recorrente a questão dos semáforos intermitentes, apagados, e isso aí acaba trazendo um atraso e prejudicando a comunidade que depende do transporte por aplicativo”, contou Bentes.
As ruas do Centro, a Avenida Beira-Mar Norte e o bairro Trindade são as áreas com o número maior de reclamações em relação a falhas nos semáforos. No entanto, no Sul da Ilha a situação também se repete trazendo stress para muitos motoristas.
Segundo o armador Anderson Manuel Rodrigues, que frequenta o Sul da Ilha, “no início da Costeira, quem vai para o Pantanal, volta e meia a gente pega aquele semáforo. Quando não tá piscando, tá fechado, apagado, literalmente. Tem aquela divisão dos carros ali. Às vezes é bem complicado, porque o trânsito tá pesado, aí um não quer dar a vez e fica naquela briga de motoristas, de quem vai e quem fica”.
Manutenção dos semáforos é feita por uma equipe da Diretoria de Trânsito e Mobilidade do Município – Foto: Leo Munhoz/NDDesde 2017, Florianópolis não tem uma empresa responsável pela gestão dos semáforos na cidade. Quem circula na região central reclama principalmente da falta de sincronia e apagão dos equipamentos.
“A própria equipe da Secretaria de Mobilidade faz os ajustes. Se nós tivermos algum problema com queda de energia ou até mesmo com o próprio semáforo, eles têm toda a capacidade e equipamentos para fazer o reparo. Se houver necessidade de uma troca de equipamento, também temos. Para fazer com que o semáforo volte a funcionar. Muitas vezes acaba acontecendo, por problema de falta de energia, uma quebra da sincronia de um semáforo com o outro. Esses ajustes de tempo também são realizados por essa equipe da própria prefeitura”, explicou o secretário adjunto de Mobilidade de Florianópolis, Ivan Couto.
No início da gestão de Gean Loureiro, foi feito um contrato emergencial, de duração de seis meses, com a empresa que já geria o sistema. O contrato acabou, e a prefeitura optou por não renová-lo, alegando questões financeiras. Hoje, a manutenção é feita por uma equipe da Diretoria de Trânsito e Mobilidade do Município.
De acordo com o secretário adjunto, “a expectativa é assinar o contrato ainda este ano, fazendo com que uma empresa terceirizada com uma capacidade um pouco maior possa fazer a gestão, inclusive com equipamentos mais modernos, com caminhões que vão atender essas demandas. A gente tem uma temporada que se aproxima, que deve ser uma das maiores temporadas e muitas vezes quando chove a gente tem vários problemas. Então, a gente precisa ampliar essa equipe”.
Em 2019, a prefeitura instalou 120 câmeras em 30 cruzamentos de Florianópolis. Elas foram calibradas para permitir o funcionamento da sincronia dos semáforos em tempo real. É uma forma de auxiliar a mobilidade enquanto a nova empresa não é contratada. A Capital conta hoje com 132 equipamentos espalhados pela cidade.
Saiba mais sobre a situação dos semáforos na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.