A angústia dos familiares dos passageiros que estavam no ônibus que tombou na BR-376, em Guaratuba, na manhã desta segunda-feira (25) se arrasta por horas. O acidente aconteceu por volta das 8h30 e amigos e familiares continuam em busca de informações a respeito dos passageiros.
Douglas Patrick veio do Pará para morar com o pai e a madrasta, em Florianópolis – Foto: Divulgação/NDO veículo saiu de Ananindeua (PA) e o destino final era São José, na Grande Florianópolis, mas antes mesmo de chegar a Santa Catarina, a viagem foi brutalmente interrompida. O ônibus tombou há cerca de 15 quilômetros da divisa com o estado catarinense, na famosa curva da Santa. Até o início da noite, haviam sido confirmadas as mortes de 19 pessoas, entre elas, um bebê.
Durante a tarde, o auxiliar de caixa Raimundo Patrick e a companheira, Marina Santos, procuravam notícias do filho de Raimundo. Douglas Patrick, de 13 anos, embarcou no Pará com destino a Florianópolis, onde mora o pai e a madrasta e aonde ele também viria morar depois de mais de três dias de viagem. No entanto, o pai ainda não tem notícias do filho.
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Pai e madrasta passam por horas de angústia sem notícias de Douglas Patrick – Foto: Dani Lando/NDTVNa porta do Hospital Municipal São José, em Joinville, a angústia aumentava a cada minuto. O casal já havia entrado em contato com hospitais e Pronto Atendimentos da região, sem conseguir encontrar o garoto, que viajou acompanhado de uma amiga. A amiga foi atendida no hospital joinvilense, mas Patrick continua “desaparecido” para a família.
“É desesperador, mas não vamos perder a fé de encontrar ele vivo”, disse Raimundo. Até o momento, o nome de Patrick não consta em nenhuma lista previamente divulgada.