Táxi X App: Problemas em serviços por aplicativo mudam comportamento em Florianópolis

Demora na contratação de corrida e desistência por parte dos motoristas são as principais insatisfações dos usuários da Capital

Marcos Jordão Florianópolis

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As constantes reclamações na contratação do serviço dos motoristas por aplicativo começam a resultar na mudança de comportamento dos usuários em Florianópolis, que voltaram a encontrar nos táxis uma alternativa mais rápida e garantida de viagens, principalmente no início da temporada do verão.

Táxis voltam a ser opção viável para quem não quer esperar para uma corrida – Foto: Leo Munhoz/NDTáxis voltam a ser opção viável para quem não quer esperar para uma corrida – Foto: Leo Munhoz/ND

A insatisfação dos usuários e passageiros vai desde a demora para encontrar um profissional que aceite a corrida até mesmo negar malas e sacolas de compras.

Winterson Roberio Silva é morador de Palhoça, município localizado na Grande Florianópolis, e, acompanhado da família que estava chegando do Rio de Janeiro para passar férias na Capital, demonstrou decepção com a falta do serviço, na manhã da última quinta-feira (16), em frente do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis.

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Winterson Silva e sua família aguardam chegada de motorista por aplicativo – Foto: Marcos Jordão/NDWinterson Silva e sua família aguardam chegada de motorista por aplicativo – Foto: Marcos Jordão/ND

“Estou esperando faz mais de 30 minutos e não consigo uma viagem para Palhoça. Eles perguntam se estou com malas e não tem espaço no carro para levar”, relata Winterson Roberio Silva, que esperou por uma hora até deixar o aeroporto.

Enquanto isso, no mínimo, cinco táxis aguardavam no local destinado no Aeroporto Internacional Hercílio Luz. Segundo o carioca, o maior problema é o valor cobrado pelo serviço de táxi.

“A viagem para Palhoça está saindo por R$ 65, mas eu já paguei R$ 135 para ir para o mesmo destino de táxi”, explica Winterson Silva.

Já Aldeni Oliveira, precisou optou pelo serviço de táxi para retornar para casa, em São José, na Grande Florianópolis, após aguardar mais de uma hora no Centro de Florianópolis, durante um sábado, a confirmação de uma viagem, mas sem sucesso.

“Quando entrei no táxi, o motorista relatou que, possivelmente, o fato de aguardar em frente de um supermercado seria um fator por conta das sacolas de compra”, relata a comerciante.

Ponto para reserva de táxi no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis – Foto: Marcos Jordão/NDPonto para reserva de táxi no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis – Foto: Marcos Jordão/ND

Entre os cinco motoristas que aguardavam a chegada de passageiros, estava Jaime Souza, que trabalha como taxista desde 1995, ou seja, 26 anos de profissão.

Segundo ele, a chegada do verão e o maior número de voos é um dos pilares para a maior procura do serviço no aeroporto da Capital. No entanto, ainda existe um certo receio por parte das pessoas que chegam de viagem.

Jaime Souza trabalha desde 1995 como taxista e tem como ponto principal o aeroporto da Capital – Foto: Marcos Jordão/NDJaime Souza trabalha desde 1995 como taxista e tem como ponto principal o aeroporto da Capital – Foto: Marcos Jordão/ND

“O passageiro não quer atravessar a pista para perguntar o preço do táxi e vai direto no motorista do aplicativo, que diz que o valor está o dobro do que ele irá cobrar”, relata Jaime Souza.

Segundo ele, uma viagem para a região central de Florianópolis custa cerca de R$ 50. Enquanto isso, em pesquisa realizada por volta das 14h15 de sexta-feira (17), por meio do aplicativo, custaria R$ 64,97.

Além disso, Jaime Souza relata que os próprios companheiros de profissão de outras localidades estão mostrando positividade para a temporada.

“Os taxistas estão otimistas com a chegada do verão. As vezes, eu ficava na madrugada aqui no aeroporto de Florianópolis e não chegava ninguém. Agora, muitos colegas ligam para saber o horário do voo porque um cliente está pedindo a informação”, complementa Jaime Souza.

A reportagem do ND+ entrou em contato com o Sinditáxi (Sincato dos Taxistas de Florianópolis e Região), mas não houve retorno até a publicação da reportagem.

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