Trânsito na Serra Dona Francisca segue sem previsão de liberação total após acidente com ácido

Acidente na Serra Dona Francisca completa uma semana; veja as últimas informações do caso

Foto de Lincoln Pradal

Lincoln Pradal Joinville

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Os motoristas que passam pela Serra Dona Francisca em Joinville, no Norte de Santa Catarina, precisam ter paciência para enfrentar o trânsito na região nesta segunda-feira (5). Uma semana após o acidente que derramou ácido sulfônico na SC-418, ainda não há uma previsão para que a rodovia seja totalmente liberada.

Serra Dona Francisca segue parcialmente interditada Trânsito segue parcialmente interrompido na SC-418 – Foto: Gladionor Ramos/NDTV

Segundo o sargento Indalecio, da PMRv (Polícia Militar Rodoviária), após os trabalhos de remoção dos tonéis de ácido, que foram finalizados neste final de semana, ainda será preciso retirar o barro contaminado para limpeza do local. Após a remoção do barro, de acordo com o oficial, será necessário reconstruir o talude de contenção da rodovia no km 15.

“Eu não posso dar uma previsão de quando vai ser liberado total. Por enquanto vai ficar neste sistema de Siga e Pare e, se necessário, de interdição total para os caminhões carregarem o barro”, explica o sargento da PMRv.

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Ainda de acordo com Indalecio, pelos próximos dois dias, pelo menos, os motoristas devem enfrentar transtornos ao passar pela rodovia SC-418 entre Joinville e Campo Alegre. A recomendação das autoridades é para que os motoristas evitem o trecho e utilizem rotas alternativas para chegar ao Planalto Norte.

Acidente na Serra Dona Francisca completa uma semana

Nesta segunda-feira (5), o grave acidente que terminou na contaminação do rio Cubatão, que abastece Joinville, completa uma semana. Cerca de 75% da cidade chegou a ter o abastecimento de água comprometido, já que a ETA (Estação de Tratamento Cubatão) precisou ser fechada preventivamente.

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil para apurar as causas do acidente, e ainda não foi concluído. Informações preliminares da perícia realizada pela Polícia Científica no caminhão indicaram que o tacógrafo não estava funcionando no momento da colisão e que houve um superaquecimento nos freios.

Em depoimento, o motorista do caminhão afirmou que os freios falharam quando ele tentou desviar de uma outra carreta que saía do acostamento da rodovia momentos antes do acidente.

Na última sexta-feira (2), o IMA (Instituto do Meio Ambiente) de Santa Catarina emitiu um Auto de Infração Ambiental contra a InLog, transportadora responsável pelo veículo que sofreu o acidente, e aplicou uma multa de R$ 3,3 milhões contra a empresa.