Um caminhão de lixo desgovernado bateu em um muro e destruiu um carro na madrugada desta segunda-feira (6) em Florianópolis.
O veículo faz parte da empresa terceirizada contratada pela prefeitura da cidade para substituir a coleta feita pela Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital), que está em greve desde sexta-feira (3).
Caminhão de lixo contratado pela prefeitura de Florianópolis bateu em muro e destruiu carro – Foto: Reprodução/Sintrasem/NDO caminhão desgovernado bateu em um muro na subida do bairro Monte Serrat, região central de Florianópolis. Em entrevista ao repórter Paulo Mueller, da NDTV, Cibelly, moradora do local, disse que sua família acordou assustada.
Seguir“A bisa nos acordou no susto e disse que algo tinha batido no nosso carro. A princípio achamos que seria um carro pequeno, mas depois vimos que era um caminhão. O gari e o motorista chegaram a pular do caminhão”, conta.
Em nota a prefeitura de Florianópolis declarou que foi feito boletim de ocorrência e encaminhado. A empresa terceirizada responsável vai tomar as providências.
Já a empresa, procurada pelo portal ND+, disse que só se manifestará sobre o assunto na tarde desta segunda-feira (6).
Confira os vídeos:
Vídeo mostra como local ficou destruído com a batida – Vídeo: Reprodução/Sintrasem/ND
Caminhão de lixo atingiu carro – Vídeo: Reprodução/Sintrasem/ND
Local foi atingido por caminhão desgovernado – Vídeo: Reprodução/Sintrasem/ND
A greve em Florianópolis
Logo no início da greve, deflagrada desde o dia 1º, o prefeito Topázio Neto (PSD) teceu críticas à paralisação, a qual classificou como “chantagem”. Recentemente, Topázio afirmou, via assessoria da prefeitura, que “a cidade não vai ficar refém do sindicato”.
“O nosso papo com o mercado é direto e transparente: quem quiser vir para Florianópolis fazer a coleta de lixo, nós vamos pagar R$ 207,00 por tonelada. Isso é metade do que a Comcap cobra”, disse o prefeito em um vídeo divulgado neste domingo (5).
Sindicato de Florianópolis contesta
O Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis), por sua vez, denuncia o serviço prestado pela terceirizada. Segundo o sindicato, a coleta é “mal feita e irregular”.
“Manter a Comcap pública é defender que os serviços sejam geridos pelo município e fiquem sob controle da população – e não de algum empresário”, afirma o sindicato.
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R$ 100 mil por dia paralisado
Ainda no primeiro dia de greve, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou o restabelecimento integral de todos os serviços da Comcap. A decisão foi da desembargadora Denise Francoski.
Na liminar, a desembargadora considerou a greve ilegal por não apresentar os requisitos mínimos para paralisação, como comunicação com antecedência e manutenção de atendimento mínimo.
Além disso, foi imposta a multa de R$ 100 mil por dia paralisado e a determinação de que os servidores paralisados não podem chegar perto ou tumultuar os serviços públicos.