Não são raras as notícias sobre os acidentes evitados pelas áreas de escape da BR-376 em Guaratuba, no trecho próximo à divisa entre Paraná e Santa Catarina. Para sermos mais exatos, até setembro de 2022, os dois dispositivos foram usados 436 vezes, com 658 vidas consideradas salvas.
Área de escape é usada por motoristas que percebem problemas nos freios – Vídeo: Arteris Litoral Sul/Divulgação
Os vídeos de carretas carregadas com toneladas entrando pela área repleta de cinasita, material de argila expandida, após terem problemas nos freios viralizam na internet graças à tecnologia, ao conhecimento e à habilidade dos motoristas que descem a Serra do Mar.
Mas depois que uma carreta entra na área de escape, qual é o procedimento para retirá-la? Em muitos desses dispositivos, a retirada é feita por um guincho. Já a área de escape do km 667 da BR-376 conta com uma tecnologia moderna e curiosa.
Como funciona o pórtico com ponte rolante
A área de escape do km 667 foi construída em 2019 e é a segunda no trecho – a primeira fica no km 671 e foi inaugurada em 2011. E entre as inovações do segundo dispositivo, o chamado pórtico com ponte rolante, usado para a remoção dos veículos, se destaca.
Na prática, trata-se de uma estrutura automatizada composta por duas pontes rolantes sob trilhos que se estendem por toda a área de escape. O pórtico tem capacidade para movimentar até 70 toneladas de carga e é operado por uma equipe de até cinco pessoas.
Depois que um veículo entra na área de escape, essa equipe usa controles remotos para que a ponte o movimentem. Uma carreta, por exemplo, pode ser movida por inteiro, separada em partes ou ainda ter apenas a carga removida, quando isso for necessário.
Veja no vídeo a retirada de um caminhão carregado com 11 toneladas de etanol que usou a área de escape no fim de agosto:
Pórtico com ponte rolante é a tecnologia usada para remover veículos da área de escape – Vídeo: Arteris Litoral Sul/Divulgação
Segundo a Arteris Litoral Sul, concessionária que administra a rodovia, a tecnologia proporciona eficiência na remoção do veículo, reduzindo danos e garantindo mais agilidade. Aliás, o tempo médio para remoção nesta área é de 02h07, tempo 44% menor do que a média em área de escape convencional, na qual a remoção é feita exclusivamente por guincho.
A rapidez também promove mais segurança: afinal, quanto mais rápido um veículo é retirado, mais ágil é a liberação da área de escape para possibilitar uma nova entrada.