O acesso ao Sul da Ilha, em Florianópolis, está novamente prejudicado pela maré alta. Uma das pistas da SC-405, no bairro Rio Tavares, precisou ser interditada por conta da lâmina de água que se formou na pista.
Rodovia Gilson da Costa Xavier ficou completamente alagada – Vídeo: Divulgação/ND
A SC-401, que faz ligação com o Norte da Ilha, também registra água na pista. A GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) também monitora a estrada do bairro Sambaqui, no Distrito de Santo Antônio de Lisboa, na noite desta quarta (18).
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Motoristas enfrentam transtornos para acessar o Sul da Ilha – Foto: GMF/Divulgação/NDNo Sul da Ilha, a GMF monitora o trânsito em frente a um supermercado atacadista, local mais afetado pelo pico da maré, previsto para às 16h15 desta quarta-feira (18).
Por volta das 18h30, a fila de acesso ao Sul da Ilha ocupava todas as pistas da Beira-Mar Sul até o túnel, isso porque o acesso alternativo, pela Avenida Diomício de Freitas, também registrou pontos de alagamentos. Para reduzir o engarrafamento, uma das pistas da SC-405 sentido Bairro/Centro foi liberada para o tráfego Centro/Bairro.
GMF monitora estrada do bairro Sambaqui, no Distrito de Santo Antônio de Lisboa – Vídeo: GMF/ND
Na Avenida da Saudade, ligação da Beira-Mar Norte com a SC-401, no acesso ao Norte da Ilha, motoristas também encontram alagamento na via. Quem segue sentido Centro/Bairro enfrenta bolsões d’água logo após o elevado, com registro de fila na tarde desta quarta-feira.
Por volta das 18h o trânsito ficou mais intenso nas ruas do entorno do acesso à SC-401. A SC-404, que liga o bairro do Itacorubi a rodovia, ficou congestionada, assim como a Avenida Madre Benvenuta, nos bairros Santa Mônica e Trindade.
Acesso ao Norte da Ilha está em uma pista na Avenida da Saudade – Vídeo: GMF/Divulgação/ND
O acesso da Beira-Mar Norte à Avenida Gustavo Richard, no Centro de Florianópolis, também ficou alagado em frente à ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) da Casan. Apesar da água na pista, o trânsito não precisou ser interditado no local.
Lâmina de água em frente da Estação de Tratamento de Esgoto da Casan, no Centro de Florianópolis – Vídeo: Claudia Regina Tolentino/Divulgação/ND
Guarda Municipal de Florianópolis monitora trânsito na SC-405, no Sul da Ilha – Vídeo: GMF/Divulgação/ND
Na segunda-feira (16) o mesmo acesso e outras duas rodovias de Florianópolis tiveram registro de água na pista e transtornos.
Condições permanecem até a próxima sexta-feira
Segundo o Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, na tarde desta quarta-feira (18) a tempestade tropical Yakecan se encontrava centrada no oceano, na altura da região da Grande Florianópolis, e por isso seguia provocando rajadas de vento e deixando o mar agitado em todo o litoral.
“A passagem dessa tempestade vem provocando ondas em torno de quatro metros de altura, ressacas e alagamentos costeiros. Até sexta-feira poderemos ter ondas de até cinco metros”, pontuou a meteorologista da Defesa Civil, Elen Pelissaro.
De acordo com a Epagri/Ciram devem ser registrados alagamentos e inundações causados pela maré alta até sexta-feira (20), em decorrência da tempestade que está se deslocando para o litoral catarinense. A expectativa é que haja, ainda, vento forte e persistente do quadrante sudoeste e sul influenciado pela lua cheia.
Entre quarta (18) e quinta-feira (19) podem se formar ondas de 3,5 metros a 5 metros no litoral e os picos de maré em Florianópolis devem ser registrados às 18h17 e 21h34 de quinta (19); e às 00h17 e 19h18 de sexta-feira (20).