“Viveu para a família e o trabalho”, diz irmão da vítima atropelada em Joinville

Roseli Aparecida Severino, de apenas 54 anos, morreu após ser atropelada em Joinville; familiares fizeram uma homenagem à irmã querida

Redação ND Joinville

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A vítima do atropelamento na rua Procópio Gomes, próximo ao cruzamento com a Padre Kolb, na madrugada de sábado (29), em Joinville, foi identificada.

Roseli Aparecida Severino, de apenas 54 anos, aguardava em uma faixa de pedestres na rua Procópio Gomes para atravessar a rua quando um carro teve de desviar de um ônibus e acabou atingindo Rose, como era chamada por familiares e amigos desde a infância.

Com a força do impacto, ela foi arremessada ao solo e morreu ainda no local do acidente, que ocorreu por volta das 5 horas.

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Roseli Aparecida Severino,Roseli Aparecida Severino tinha apenas 54 anos – Foto: Divulgação ND

Rose tinha sete irmãos: Braz, Nicanor, Maria, Jurema, Álvaro, Osvaldino e Rosemere.

Ela era natural da cidade de Apiúna e atualmente morava em Araquari. Segundo os irmãos, uma mulher muito dedicada à família. Cuidou do esposo Maurino, que sofria de problemas renais. Maurino, no entanto, perdeu a vida em um trágico acidente de trânsito na BR-280 em 23/06/2016.

“Maurino e Rose eram duas verdadeiras almas gêmeas. Onde um estava o outro certamente estaria. Ela era muito dedicada a ele, não deixava que ele se passasse trabalho, ajudava com as medicações…”, lembra o irmão Braz Lucas Severino.

Hinaura Patrício, cunhada de Rose, também fez questão de deixar uma mensagem em suas redes sociais: “Roseli Aparecida Severino, mulher  que viveu para amar e cuidar do meu irmão Maurino Martins.”

Rose não tinha filhos, mas tinha a família como sua base de sustentação e amava incondicionalmente os sobrinhos-netos como se fossem seus netos, lembra o irmão Braz.

Ela trabalhava como zeladora em um condomínio em Joinville, e foi justamente no trajeto para o trabalho que teve a vida tragicamente interrompida.

“A Rose era uma pessoa querida e amada por seus irmãos e sobrinhos. Sua vida era dedicada a esses sobrinhos netos e ao trabalho.”

Braz disse que não tem como mensurar a falta que Rose vai fazer. “A dor que eu e meus familiares estamos sentindo é abissal.”

A Rose, lembra o irmão, não era muito de fotos.

“Ela não gostava, brigava conosco, muitas vezes, quando tirávamos foto dela distraída”, recorda Braz.

Rose foi sepultada em Ascurra, no Vale do Itajaí, ainda no domingo (30).

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