Acidente motiva cobrança sobre o sonhado transporte marítimo em Florianópolis

Professor da UFSC levanta possibilidades para que projeto saia do papel na Capital e região

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Diante da indignação dos leitores com a lentidão do trânsito na região central, causada pelo acidente de terça-feira na Via Expressa, o professor Francisco Ferreira, da UFSC, falou à coluna sobre o sonhado transporte marítimo.

Transporte marítimo ainda não é realidade na Grande Florianópolis – Foto: Leonardo Sousa/Divulgação/NDTransporte marítimo ainda não é realidade na Grande Florianópolis – Foto: Leonardo Sousa/Divulgação/ND

Coordenador do Gipedu (Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ecologia e Desenho Urbano), ele entende que Florianópolis tem condições de mudar esse cenário, com a implantação de uma “solução tecnologicamente apropriada”.

Ferreira diz que há necessidade de uma “solução interdisciplinar, com enfoque no campo das parcerias público-privadas ou mesmo pública inovadora, aproveitando o know how que dispomos e as experiências internacionais”.

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O professor cita a concessão do Aeroporto Internacional Hercílio Luz como uma referência positiva que poderia orientar a adoção de uma alternativa adequada para o sistema de transporte marítimo de Florianópolis”.

Ele lembra também experiências positivas na Europa. “A cidade de Estocolmo, que abrange 14 ilhas e 900 mil passageiros que viajam de balsa diariamente, investe em uma nova nova embarcação elétrica ‘voadora’. Com barbatanas que levantam a embarcação da água, a velocidade alcança 56 km/h”, relata.

Além disso, registra que “Lisboa começou a implantar uma solução totalmente elétrica para as balsas urbanas de passageiros, de 40 metros, com capacidade, cada uma, de transportar até 540 passageiros através do rio Tejo”.