Bloqueio de rodovias afeta aulas e prejudica merenda de escolas na Grande Florianópolis

Informação foi divulgada pela Secretaria do Estado da Educação nesta terça-feira

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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O bloqueio das rodovias já impacta escolas no Estado. Nesta terça-feira (1°), a SED/SC (Secretaria do Estado da Educação de Santa Catarina) divulgou nota na qual informa que as merendas escolares foram impactadas pelas ações.

Em Palhoça, a Escola de Educação Básica João Silveira, com cerca de 1.600 alunos, está com quantidade insuficiente de alimentos.

Bloqueio das rodovias impacta merendas escolares – Foto: Almir Ninja/NDBloqueio das rodovias impacta merendas escolares – Foto: Almir Ninja/ND

Douglas de Lima Silva, diretor da escola, diz que há estoque de arroz, feijão e carne e que alguns alimentos perecíveis chegaram nesta terça-feira, mas ainda em quantidade abaixo da demanda.

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O estoque de alimentos, segundo Silva, deve durar uma semana. Isto porque os itens geralmente são entregues semanalmente.

Entrada apenas caminhando

A escola sofre ainda com outros problemas, segundo o diretor. Por conta dos bloqueios no trevo do bairro Aririú, o principal acesso à escola, está bloqueado. Por lá, os manifestantes não deixam passar pessoas de carro, moto ou qualquer veículo.

“Várias coisas saíram do normal. Falta de professores, alunos que não conseguem chegar na aula, é impossível chegar no horário”, conta.

Segundo o diretor, os manifestantes deixam os veículos irem somente até o Continente Park Shopping, em São José, o que dificulta o acesso até a escola.

No trevo do bairro Aririu, caminhoneiros bloquearam o trânsito de veículos – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDNo trevo do bairro Aririu, caminhoneiros bloquearam o trânsito de veículos – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND

“Só temos gás para uma semana”

No Rio Tavares, em Florianópolis, a Escola de Ensino Médio Vereador Oscar Manoel da Conceição também sofre impactos com as manifestações. De acordo com a assistente de educação, Raquel Indalêncio Gerônimo, há estoque de alimentos para duas semanas, porém o gás só vai durar uma.

“Se acabar o gás não temos como fazer a comida”, conta.

A escola tem cerca de mil alunos e, por conta do novo ensino médio, recebe uma vez por semana alunos em jornada estendida de 7h. Esse detalhe preocupa Gerônimo, que lembra que os alunos precisam se alimentar na Unidade.

O que diz a SES?

Em nota, a SES admitiu que há algumas alterações nas merendas escolares no Estado por conta das manifestações. A pasta não especificou quantas escolas sofrem alterações até o momento.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado da Educação (SED) informa que as manifestações nas BRs de Santa Catarina estão causando dificuldades de acesso em algumas unidades escolares. O atendimento nas escolas está mantido, mas com adaptações. A merenda escolar também será adaptada, pois alguns insumos não estão chegando às unidades. A Secretaria preza, em primeiro lugar, pela segurança da comunidade escolar.

Casos pontuais das escolas em que o acesso está comprometido estão sendo tratados. A orientação da SED é que os responsáveis devem procurar a direção escolar para informações em relação a sua escola.

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