Com rodovias bloqueadas em SC, preciso estocar frutas e verduras?

Desde terça-feira (7), caminhoneiros estão fazendo bloqueios em rodovias de SC; algumas entidades revelam dificuldade em abastecimento

Redação ND Joinville

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Não é só a distribuição de gasolina que está em alerta com as paralisações de caminhoneiros. A Ceasa/SC (Central de Abastecimento de Hortifrutigranjeiros de Santa Catarina) informou, nesta quarta-feira (8), que também segue monitorando a situação em todo o Estado.

Por enquanto, abastecimento de hortifruti segue normal – Foto: Agência Brasil/Arquivo/Divulgação/NDPor enquanto, abastecimento de hortifruti segue normal – Foto: Agência Brasil/Arquivo/Divulgação/ND

Desde terça-feira (7), caminhoneiros estão fazendo bloqueios nas rodovias catarinenses. Até nesta quarta-feira (8), no entanto,  condutores que fazem transporte de alimentos perecíveis estavam sendo liberados.

Segundo o diretor-presidente da Ceasa/SC, Gilmar Germano Jacobowski, a comercialização foi bastante intensa no dia anterior à paralisação, na segunda-feira (6). “Por ser início de mês e véspera de feriado”, justifica.

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Até esta quarta-feira, segundo Jacobowski, o fluxo de mercadorias está normal. O órgão segue monitorando as movimentações.

“Dependendo do fluxo de caminhões que transportam hortifruti nos próximos dias, poderá diminuir a oferta de determinados produtos que são produzidos em outros estados”, pontuou.

“Acreditamos ser prematuro, neste momento, afirmar que irá ocorrer desabastecimento. Seguimos acompanhando a situação da circulação dos caminhões nas principais rodovias”, complementou.

Portos sentindo

A paralisação dos caminhoneiros teve reflexos também no porto de São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina. Segundo a empresa, quatro navios deixaram de ser descarregados desde terça-feira (7).

Porto de São FranciscoParalisações interferem na rotina de porto – Foto: Porto de São Francisco/Divulgação/ND

Isso significa que 41 mil toneladas de produtos siderúrgicos e fertilizantes não estão chegando às fábricas.

Segundo comunicado, no entanto, as atividades do porto que não dependem de transporte imediato de caminhões continua.