Como a paralisação dos caminhoneiros impacta os portos de Itajaí e Navegantes

Paralisação começou na madrugada desta quarta-feira (8) e tem influenciado no abastecimento da região

Redação ND Itajaí

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Com a paralisação dos caminhoneiros desde esta quarta-feira (8), o transporte de cargas do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes também pode ser afetado.

Conforme Ricardo Amorim, coordenador de operações do Porto de Itajaí, ainda não houve um impacto significativo no transporte de cargas. No entanto, caso a situação se mantenha assim, com paralisações nos próximos dias, os impactos começarão a ser sentidos.

Porto de Navegantes não registrou impacto devido à paralisação – Foto: Portonave/DivulgaçãoPorto de Navegantes não registrou impacto devido à paralisação – Foto: Portonave/Divulgação

Ao contrário do Porto de São Francisco do Sul, o de Itajaí atua com contêineres, e o trâmite de exportação é diferente, com necessidade de liberação da carga pela Receita Federal, o que faz com que demore mais para que a carga saia do complexo. Já na importação, apesar de ter sentido uma redução na movimentação, ainda há espaço no porto e, por isso, os navios continuam atracando.

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Em média, por dia, entre 1 mil e 1,2 mil caminhões entram e saem do Porto de Itajaí. Desta média, na quarta-feira (8), apenas 36 não entraram. No entanto, ainda não é possível mensurar por completo o impacto da paralisação.

Já a Portonave, porto privado de Navegantes, informou que não houve alterações nas operações de atracações e desatracações de navios, assim como a movimentação interna de pátio. No entanto, há baixo índice no fluxo de caminhões.

Liberação de combustíveis

Na madrugada desta quinta-feira (9), manifestantes fecharam a base de distribuição de combustíveis de Itajaí. Caminhões conseguiam entrar, porém não conseguiam sair.

Ainda na manhã de quinta, a PM (Polícia Militar) e o Sincombustíveis (Sindicato do comércio varejista de derivados de Petróleo do Litoral Catarinense e Região) foram até a base para garantir a liberação dos caminhões, que devem abastecer os postos da região, que desde quarta-feira (8) já registram filas e falta de combustíveis.

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