Quase dois meses depois de ser protocolada na Câmara de Vereadores de Blumenau, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Transporte Coletivo terá sua primeira reunião nesta quarta-feira (28).
O encontro foi adiado duas vezes. Na primeira, por conta de uma ação judicial que questionava o parecer elaborado pela Procuradoria Jurídica, na parte que trata da composição dos membros da comissão.
O segundo adiamento aconteceu pois o vereador Carlos Wagner (PSL), o Alemão, precisou ficar em isolamento após a esposa testar positivo para coronavírus.
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Novos horários começam a valer a partir de quarta-feira – Foto: Foto: Eraldo Schnaider / Prefeitura de BlumenauDepois de tanta espera, a expectativa para a primeira reunião é grande. O encontro vai definir o relator e o secretário da comissão, além das primeiras ações a serem tomadas pelos membros.
A CPI é formada pelos vereadores Carlos Wagner (PSL), que protocolou o requerimento; Marcelo Lanzarin (Podemos), líder do governo na Câmara; e Alexandre Matias (PSDB), que compõe a base governista.
Os parlamentares vão investigar possíveis irregularidades no contrato de concessão do transporte coletivo da cidade, entre a prefeitura e a empresa Blumob. O pedido para instalação da CPI foi protocolado no último dia 10 de junho e recebeu parecer favorável da Procuradoria Jurídica da Câmara.
Entre as supostas irregularidades apontadas no requerimento que pediu a abertura da CPI estão o descumprimento das medidas sanitárias de enfrentamento à pandemia, os subsídios financeiros realizados pela prefeitura à Blumob, as inconsistências no percentual de operação do serviço e o descumprimento do contrato em relação a obrigação de construção da garagem.
Pedido para criação da CPI foi assinado por oito, dos 15 vereadores de Blumenau – Foto: Denner Ovidio/Câmara de Blumenau/NDExpectativa
A reportagem do ND+ conversou com os três membros da CPI para saber qual é a expectativa para o início dos trabalhos e qual deve ser o tom do primeiro encontro.
O proponente da comissão, vereador Carlos Wagner (PSL), ainda discorda dos critérios usados para definir os membros da CPI, mas garante que esse já é um assunto superado. “Decisão judicial não se discute”, disse.
O foco do parlamentar deve ser outro: a presidência da comissão. Alemão deve colocar o nome à disposição para ocupar a função, mas sabe que precisará do consenso dos demais membros.
O vereador Alexandre Matias (PSDB) disse que atuará na CPI de forma responsável, com base em fatos e documentos. Ele garante que estará à disposição para contribuir.
Sobre fazer parte da base governista, Matias disse estar tranquilo. Segundo ele, a escolha dos membros foi baseada no regimento interno da casa e esse fato não terá influência nas suas ações. “Antes de ser governo ou oposição, somos vereadores e temos como responsabilidade fiscalizar”, disse.
O vereador Marcelo Lanzarin (PODE) compartilha a mesma opinião. Ele entende que a CPI não é contra o governo, especificamente, mas sim para fiscalizar o contrato e o serviço prestado pela empresa responsável pelo serviço.