Ferry Boat opera sem contrato há cerca de 30 anos entre Joinville e São Francisco do Sul

Conforme o Estado, desde a década de 1990, a operação junto à F. Andreis não é regularizada. Atualmente, a empresa atua sem qualquer formalidade

Foto de Fernanda Silva

Fernanda Silva Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

A empresa F. Andreis, que opera o Ferry Boat que liga Joinville a São Francisco do Sul, estaria prestando o serviço sem contrato há cerca de 30 anos, aponta o Governo do Estado de Santa Catarina. A última autorização teria sido expedida em meados dos anos 90 pelo extinto Departamento de Transportes e Terminais (DETER).

Ferry Boat que liga Joinville e São Francisco do SulBalsa que realiza a travessia tinha problemas estruturais – Foto: Arquivo/NDTV

Conforme o Estado, após o vencimento das autorizações, na década de 1990, a operação junto à F. Andreis jamais fora regularizada. Atualmente, a empresa atua sem qualquer formalidade.

Agora, o Estado quer firmar tratativas para garantir instrumento jurídico que possibilite ao Estado acompanhar e cobrar a realização dos serviços. Além disso, poder cobrar informações fidedignas para subsidiar futura contratação mediante licitação do mencionado serviço.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Por enquanto, uma solução temporária deve ser adotada. “Diante deste cenário, a atual gestão busca soluções, ainda que não sejam definitivas, visando à melhoria da prestação de tais serviços e meios de poder fiscalizá-lo, já que é inviável a prestação direta pelo ente estatal”, informa o Governo de SC por meio de nota.

Caso veio à tona após interdição de embarcação

Na última segunda-feira (15), uma das embarcações usadas pela F. Andreis para fazer a travessia entre a Vigorelli e Vila da Glória foi interditada por conta de mau estado de conservação.

A interdição foi realizada durante uma fiscalização da Marinha do Brasil. Ao chegar ao local, a equipe de Inspeção Naval encontrou água no porão por conta de avarias estruturais no convés do ferry boat.

À Marinha do Brasil, a reportagem questionou quando foi realizada a última inspeção na embarcação “Rainha de Babitonga”. Até o fechamento deste texto, não houve resposta sobre a pergunta.

Empresa justifica mau estado de conservação

Em nota, a F. Andreis informou que a que a entrada de água da chuva nos porões da embarcação, foi em decorrência derasgo na chapa do convés, causado pela travessia de caminhões e carretas com excesso de peso.

“Assim, como não existe ‘balança’ para fiscalização, os usuários utilizam os serviços, comveículos muito acima do peso máximo permitido, causando danos nas embarcações, bem como, nas vias de acesso (ruas/estradas)”, informou a empresa.

Impacto após interdição

Devido à interdição para o tráfego de veículos pesados, já que o serviço opera com uma balsa menor, houve uma alteração temporária nos roteiros da linha de transporte intermunicipal Joinville/Itapoá via ferry boat.

Para garantir a continuidade da viagem, a rota para Vila da Glória será desviada por Garuva, informou a Transtusa, empresa que opera esta linha. Os horários permanecem os mesmos, mas devido a desvios, pode haver alguns atrasos mínimos.

Trajeto realizado após interdição do Ferry Boat – Foto: Transtusa/DivulgaçãoTrajeto realizado após interdição do Ferry Boat – Foto: Transtusa/Divulgação

Tópicos relacionados