Ônibus voltam a circular após paralisação em Florianópolis

Trabalhadores e empresas do transporte coletivo chegaram a acordo durante reunião promovida pela prefeitura da Capital

Redação ND Florianópolis

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Os ônibus voltaram a circular após uma paralisação relâmpago de cobradores e motoristas da empresa Canasvieiras, em Florianópolis. O ato deflagrado às 6h desta quarta-feira (26) pegou usuários do transporte público e até a administração municipal de surpresa.

Ônibus voltam a circular em Florianópolis – Foto: Osvaldo Sagaz/NDTVÔnibus voltam a circular em Florianópolis – Foto: Osvaldo Sagaz/NDTV

Por volta das 12h45, os primeiros ônibus começaram a deixar a garagem da Canasvieiras no Norte da Ilha, que havia sido bloqueada pelo Sintraturb (Sindicato do Trabalhadores do Transporte Urbano). Nem a empresa Transol entrou em operação em razão do movimento. Isso porque a empresa usa a mesma garagem da Canasvieiras.

Uma reunião de emergência foi promovida pela prefeitura de Florianópolis com lideranças do sindicato e empresas do transporte coletivo para entender a divergência entre trabalhadores e empresários.

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O encontro foi concluído por volta das 11h40 com um acordo estabelecido. Às 14h desta quarta-feira, o sindicato deve voltar a se reunir de forma remota para definir os próximos passos da negociação.

A expectativa é de que o serviço de transporte na Capital seja totalmente normalizado por volta das 15h. A demora se dá pelo deslocamento dos ônibus para os terminais e as condições do trânsito.

Falta no cumprimento de acordo

Segundo o secretário de Comunicação e Imprensa do Sintraturb, Dionísio Linder, em entrevista à rádio Jovem Pan durante esta manhã, o setor está insatisfeito com decisões que foram tomadas durante a pandemia, incluindo falta de pagamento aos trabalhadores demitidos.

“Ontem no fim da tarde apresentaram uma notificação do plano dizendo que deviam R$ 100 para cada um e só iam pagar R$ 40 e os trabalhadores vão perder o resto. Por isso a indignação dos trabalhadores e todo mundo parou hoje”, diz.

Ainda conforme Linder, mais de 1.500 trabalhadores foram “sumariamente demitidos, sem o apoio do governo do Estado e de prefeituras da região” durante a pandemia.

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