Os postos de combustíveis da Grande Florianópolis, que desde a noite de segunda-feira (31) vêm sofrendo com a falta dos produtos por conta dos bloqueios nas rodovias, devem ser reabastecidos a partir desta quarta-feira (2).
Postos da Grande Florianópolis devem ser reabastecidos após prejuízos em função dos bloqueios – Foto: Leo Munhoz/NDA expectativa é do vice-presidente do Sindópolis (Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), Joel Fernandes. Os estabelecimentos da Grande Florianópolis são abastecidos pelas bases dos municípios de Biguaçu e Itajaí.
“Os bloqueios estão sendo desmontados. A base de Biguaçu já está operando e acreditamos que até o meio-dia, a maioria dos postos irá receber combustíveis. E amanhã [quinta-feira] tudo deve voltar à normalidade”, estima Fernandes.
SeguirForças de segurança de Florianópolis atuam em conjunto para garantir o abastecimento de gasolina nos postos da região.
Em vídeo divulgado pouco antes das 9h desta quarta, o secretário municipal de Segurança Pública da Capital, Araújo Gomes, informou que completou uma missão para buscar combustíveis para garantir os serviços essenciais em Florianópolis.
“Fomos buscar em duas bases diferentes, diesel para o transporte público e gasolina para o funcionamento de ambulâncias, veículos de emergência e da Guarda Municipal da cidade. A missão foi coordenada junto como centro de crise que está fazendo o gerenciamento estadual da situação que está ocorrendo em relação às manifestações e contou com a participação da Guarda Municipal e da Polícia Militar”, descreveu.
Forças de segurança atuam para reabastecer os postos de combustíveis – Vídeo: GMF/Divulgação/ND
Prejuízos de R$ 600 mil
Os estabelecimentos da Grande Florianópolis que dependem de Itajaí, ou seja, 30% a 40% das 320 empresas da região, estão sem combustível desde a noite de segunda. Além disso, 60% a 70% dos postos da Grande Florianópolis operam com estoque reduzido.
Os postos que dependem de Biguaçu tiveram interrupção na tarde de segunda, mas retornaram nesta terça-feira (1º) e, gradativamente, estão recebendo produtos.
Conforme o vice-presidente do sindicato, aproximadamente 100 postos estavam sem atividades na terça, o que pode chegar a um prejuízo líquido de R$ 500 mil a R$ 600 mil por dia para o conjunto. “Isso é péssimo para a economia, para os postos e para a população. Temos que torcer para que isso [os bloqueios] acabem rapidamente”, afirmou Fernandes.