Postos da Grande Florianópolis estimam prejuízo diário de R$ 600 mil com bloqueios

Cerca de 100 postos estão sem vender combustíveis, e sindicato estima o prejuízo em apenas um dia

Nícolas Horácio Florianópolis

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Os postos de combustíveis da Grande Florianópolis são abastecidos pelas bases dos municípios de Biguaçu e Itajaí. Conforme o vice-presidente do Sindópolis (Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), Joel Fernandes, quem depende de Itajaí, ou seja, 30% a 40% das 320 empresas da região, está sem combustível desde a noite de segunda-feira (31).

Conjunto de 100 postos de combustíveis da Grande Florianópolis estimam prejuízo de R$ 600 mil num só dia – Foto: Leo Munhoz/NDConjunto de 100 postos de combustíveis da Grande Florianópolis estimam prejuízo de R$ 600 mil num só dia – Foto: Leo Munhoz/ND

Os estabelecimentos que dependem de Biguaçu tiveram interrupção na tarde de segunda, mas retornaram nesta terça-feira (1º) e, gradativamente, estão recebendo produtos.

Ainda conforme Fernandes, aproximadamente 100 postos estavam sem atividades na terça, o que pode chegar a um prejuízo líquido de R$ 500 mil a R$ 600 mil por dia para o conjunto. “Isso é péssimo para a economia, para os postos e para a população. Temos que torcer para que isso [os bloqueios] acabem rapidamente”, afirmou Fernandes.

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Além disso, 60% a 70% dos postos da Grande Florianópolis operam com estoque reduzido. “A tendência é melhorar uma vez que a polícia está devidamente autorizada até a usar a força se necessário. É uma questão de tempo. Na quarta-feira (2), acredito que retornaremos a normalidade”, disse.

Dono de um posto na SC-404, no Itacorubi, Enilton Oliveira, 72 anos, disse que a loja não ficou sem combustível por muito tempo, por causa do estoque, porém, está acabando e na terça chegou somente a metade do esperado. Oliveira teme ficar sem combustível na quarta.

Só no terceiro posto de combustível, em Florianópolis, os colegas de trabalho Rodolfo e João encontraram combustível – Foto: Leo Munhoz/NDSó no terceiro posto de combustível, em Florianópolis, os colegas de trabalho Rodolfo e João encontraram combustível – Foto: Leo Munhoz/ND

Segundo ele, num dia de loja parada, incluindo a venda de combustíveis e das conveniências, R$ 70 mil deixam de girar. “Não pode haver bloqueio. Isso é prejuízo para todo mundo, tanto para o consumidor normal, quanto para o comerciário e a indústria”, criticou o empresário.

No Pantanal, o posto gerenciado por Adilson Santos de Almeida, 49 anos, não sofreu sem combustível, mas com a correria para atender todos na segunda e na terça.

“Nosso abastecimento está normal. Ontem [segunda-feira, 31] descarregamos 35 mil litros”, registrou. Morador da Capital, o motorista João Marcos Loch Santos, 24 anos, só encontrou gasolina no posto gerenciado por Adilson.

“Tá bem difícil. Passamos em outros dois e só aqui sabíamos que teria e viemos direto”, disse Rodolfo Valentino, 23 anos, que estava no carona. “Agora vou abastecer menos, mas na volta, estou pensando em encher o tanque”, declarou João.

Para controlar a alta abusiva de preços em um possível cenário de escassez, o Procon Estadual realiza uma ação de emergência nos postos de combustíveis. Oito comércios foram notificados para explicar porque aumentaram os preços.

Manifestação em frente ao Exército no Estreito em Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/NDManifestação em frente ao Exército no Estreito em Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/ND

Os manifestantes contrários à eleição de Lula prometem amanhecer, na quarta, em frente aos quartéis. Terça, centenas deles bloquearam uma pista da rua general Eurico Gaspar Dutra, no Estreito, em Florianópolis, em frente ao 63º batalhão de infantaria do Exército.

Eles prometem retornar ao local por volta das 8h. Conforme a Guarda Municipal, este era o único ponto com manifestação na tarde de terça na Capital, com uma via trancada e duas liberadas.