Os moradores da Grande Florianópolis começaram a pagar entre R$0,05 e R$0,15 a mais para usar o transporte público intermunicipal a partir de abril. As empresas fizeram o reajuste considerando uma série de itens que aumentaram de julho do ano passado até fevereiro de 2022.
Os itens que pesaram para esse reajuste são impostos como o IGP, o IPCA e o INPC, além de insumos como o diesel e também o valor das peças de manutenção dos coletivos. Os valores já estão sendo colocados em prática e os passageiros informados através dos luminosos dos ônibus.
Confira os valores atualizados:
- Passagem de R$4,40 passou para R$ 4,45;
- Passagem de R$4,80 passou para R$ 4,90;
- Passagem de R$4,90 passou para R$ 5,00;
- Passagem de R$6,65 passou para R$ 6,75;
- Passagem de R$6,75 passou para R$ 6,85;
- Passagem de R$8,00 passou para R$ 8,15;
- Passagem de R$8,25 passou para R$ 8,40;
- Passagem de R$8,50 passou para R$ 8,65;
- Passagem de R$8,65 passou para R$ 8,80.
Confira abaixo nota das empresas que operam o transporte
As empresas que operam o transporte coletivo na região metropolitana da Grande Florianópolis informam o reajuste das tarifas, conforme o estabelecido no termo de compromisso provisório entre as permissionárias e o Governo do Estado, em janeiro último.
O cálculo do reajuste foi executado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (ARESC), baseado no período de janeiro a março do corrente ano, para a aplicação a partir de abril.
O reajuste aplicado, no entanto, não é o suficiente para assegurar o equilíbrio econômico financeiro do sistema, diante da desproporção dos índices de inflação do período e do aumento de custos dos itens que mais impactam na operação das empresas – como o óleo diesel 87,70% e peças com 57,52%, de aumento desde julho de 2019, data do último reajuste de tarifa.
O cenário é muita apreensão para o setor, que em breve precisará negociar reajustes salariais com os trabalhadores. Aguardamos, portanto, uma revisão tecnicamente adequada e breve, porém, ainda mais importante, será a implementação pelo Governador do Estado de uma política pública capaz de assegurar o equilíbrio econômico e financeiro do Sistema de Transporte Coletivo, trazendo mais qualidade sem transferir o ônus aos usuários.