Setuf considera suspensão do transporte coletivo “um equívoco e uma injustiça”

Suspensão do transporte público foi anunciada na sexta-feira (17) pelo governador Carlos Moisés; sindicato critica falta de diálogo

Redação ND Florianópolis

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O Setuf (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis) criticou, por meio de nota, a decisão do governador Carlos Moisés (PSL) em suspender o transporte coletivo por 14 dias.

Setuf criticou falta de diálogo lembrou que adotou medidas sanitárias para retorno  – Foto: PMF/DivulgaçãoSetuf criticou falta de diálogo lembrou que adotou medidas sanitárias para retorno  – Foto: PMF/Divulgação

Para o Setuf a ação é considerada “um equívoco e uma injustiça”. Em nota publicada na sexta-feira (17), a diretoria do sindicato lembrou que o setor enfrentou três meses de paralisação “sem quaisquer medidas compensatórias”.

O decreto abrange 111 dos 295 municípios catarinenses, entre eles as cidades da Grande Florianópolis. A medida, que passa a valer na próxima segunda-feira (20), suspende o transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal de passageiros.

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O sindicato alega que na retomada das atividades, em 17 de junho, cumpriu as rigorosas medidas sanitárias impostas pelas autoridades sanitárias estaduais e municipais. Foram realizados testes em colaboradores, sanitização dos veículos, além da sinalização e informação aos usuários.

“Neste período, não houve qualquer situação capaz de relacionar as atividades do transporte coletivo ao aumento do contágio do novo coronavírus”, disse o Setuf em nota.

A nota lembrou que o transporte coletivo é considerado atividade essencial, baseado na Lei 17.950/2020. O texto, publicado em 3 de junho, reconhece o transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal como essencial para a população, ainda que em estado de calamidade, emergência, epidemia ou pandemia.

“O retorno do transporte coletivo foi reivindicado por todas as entidades do setor produtivo da Grande Florianópolis, porque completaria a cadeia produtiva e garantiria o deslocamento seguro e com baixo custo de milhares de pessoas que já estavam trabalhando”, afirma a nota.

A implementação do decreto é considerada descabida pelo sindicato que afirmou que não houve nenhum diálogo prévio ou medidas que garantam os empregos de colaboradores do setor.

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