Neste 7 de setembro, o sistema interligado do transporte coletivo de Criciúma completa 26 anos. Criado pelo governo do então prefeito e ex-governador de Santa Catarina Eduardo Moreira, que tinha como secretário de obras o ex-deputado federal Ronaldo Benedet, é considerada uma das maiores intervenções de infraestrutura pública da cidade. Mesmo quase três décadas após inaugurado, o sistema não está completo.
O sistema tem ônibus que atendem os bairros e alimentam os três terminais da chamada linha troncal permitindo agilidade nos deslocamentos. – Foto: DivulgaçãoQuando foi inaugurado o sistema que tem três terminais (Centro, Próspera (norte) e Pinheirinho (sul)), previa outros dois terminais: Rio Maina (distrito) e Quarta Linha (proximidades da BR-101. Estes dois deveriam ser construídos pelos governos seguintes, o que nunca aconteceu.
Com o sistema o usuário cruza a cidade de um lado a outro pagando apenas uma passagem, tomando nos bairros os ônibus conhecidos como “os branquinhos” e na linha troncal, que percorre nove quilômetros da avenida Centenário, circulam os branquinhos com intervalo de quatro a cinco minutos.
SeguirEste conjunto dá ao sistema uma possibilidade de atender a demanda com excelente retorno. Melhor seria se os governos seguintes tivessem dado continuidade ao projeto.
No início da década de 2000 eram transportados em média mais de 60 mil passageiros por dia. Este número caiu pela metade nos dias de hoje, numa curva inversa ao número de habitantes. Alguma coisa há de errado.