Suposto motorista de aplicativo cobra o dobro por corrida irregular em Florianópolis

O Procon orienta os consumidores para essas situações; a administração do aeroporto também faz alerta sobre corridas com motoristas suspeitos

Julia de Araujo Florianópolis

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Um homem se sentiu incomodado por um motorista que supostamente trabalhava para um aplicativo e tentou vender uma viagem por quase dobro do valor. O caso foi aconteceu no Aeroporto Internacional de Florianópolis, na noite de quinta-feira (27).

O homem que se sentiu lesado denunciou para a equipe do Portal nd+ a situação – Foto: Internet/Reprodução/NDO homem que se sentiu lesado denunciou para a equipe do Portal nd+ a situação – Foto: Internet/Reprodução/ND

Luciano estava voltando para Florianópolis após uma viagem de trabalho para Brasília. Após desembarcar, ele saiu do aeroporto e foi à procura de um táxi.

Ele então foi abordado por um homem que dizia ser motorista de aplicativo e questionou para onde Luciano estava indo. Em seguida, ele ofereceu uma corrida por fora do aplicativo, cobrando R$ 250 do cliente.

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O suposto motorista justificou dizendo que, se Luciano fosse de táxi, ele pagaria R$ 300 pela viagem. Como o cliente estranhou a oferta não ser feita diretamente pelo aplicativo de corridas, acabou não aceitando.

De táxi, Luciano disse que, na verdade, a viagem custou R$ 150 e se sentiu enganado pelo suposto motorista que antes lhe fez uma oferta de quase o dobro do valor pago.

“Esse tipo de situação pode ser perigosa para os clientes. Pode ser alguém que trabalhe ou não com carro de aplicativo. Foi muito estranho e eu poderia ter saído lesado”, explicou Luciano.

Orientações para os usuários

A reportagem do ND+ entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo de corridas que o homem supostamente trabalha, e a empresa orientou que em casos como esse o cliente deve anotar a placa e nome do motorista para que a situação seja analisada.

“Não conseguimos investigar sem ter os dados do motorista. Mas orientamos os usuários à nunca aceitar corridas por fora, pois nesses casos não temos nenhum controle sobre a segurança dele. Casos assim devem ser levados para a polícia”, explica a empresa.

Segundo o Procon de Santa Catarina, em casos como esse a pessoa deve sempre pegar o máximo de informações possíveis e formalizar uma denúncia, para que o órgão atue de maneira efetiva.

“Precisamos que os clientes formalizem uma denúncia e aí nós entramos com o nosso trabalho. Notificamos as empresas que precisam ser notificadas e orientamos os consumidores”, declarou o órgão de defesa do consumidor.

O aeroporto de Florianópolis disse em nota que nessas situações deve ser realizado um boletim de ocorrência para que seja realizada uma investigação.

Confira a nota completa:

“A administradora do aeroporto atua junto à Polícia Militar para coibir esse tipo de situação. A orientação para os passageiros e visitantes é que não façam uso de transporte irregular e que, se possível, registrem casos como este na delegacia da Polícia Civil presente no aeroporto.”