O transporte lacustre entre a Lagoa da Conceição e a Costa da Lagoa, em Florianópolis, só está garantido até o próximo dia 30 de dezembro de 2020.
Isso ocorre porque o contrato emergencial firmado entre a Prefeitura de Florianópolis e a Cooperbarco para atender os moradores da Costa da Lagoa foi encerrado no último dia 30 de novembro. No entanto, o termo foi aditivado por mais 30 dias, segundo a cooperativa.
Transporte lacustre na Lagoa da Conceição tem mais 30 dias de contrato vigente – Foto: Anderson Coelho/NDFirmado em 30 de agosto, o contrato emergencial previa uma renovação por mais três meses, dando prazo para a prefeitura lançar uma licitação para exploração do transporte lacustre.
SeguirPorém, insatisfeitos com o valor pago como subsídio pela prefeitura de Florianópolis, os barqueiros decidiram não renovar o contrato emergencial pelo prazo inicial de três meses.
Conta não fecha
De acordo com o presidente da Cooperbarco, Bruno Laureano, a insatisfação foi exposta em reunião com a prefeitura de Florianópolis na última terça-feira (1º), que teve a participação do secretário de Transportes e Mobilidade, Michel Mittmann.
“A insatisfação ficou maior ainda quando ele relatou o pagamento de algo em torno de R$ 400 mil, mas esse valor não fechou com as nossas contas”, revelou Laureano.
O presidente da Cooperbarco reconhece que o contrato emergencial foi firmado exclusivamente para o transporte dos moradores da Costa da Lagoa em razão da pandemia, mas que não é suficiente para cobrir os serviços, que ele classificou como de “altos custos”.
“Nossa maior fonte de renda é o turismo e não estamos podendo transportar o turista”, alega Laureano.
Na prática, o turista não está proibido de ser transportado, mas antes da pandemia, ele pagava R$ 12,50. Agora, o valor da tarifa para usuários que não são moradores é de R$ 4,25.
Este valor foi estipulado para viabilizar o contrato emergencial que prevê o transporte preferencial de moradores com o cálculo do subsídio feito de acordo com o número de viagens realizada por semana.
Fiscalização e mais oferta
Além disso, a Cooperbarco denuncia a falta de fiscalização em relação a outras embarcações que transportam turistas diariamente para a Costa da Lagoa, principalmente aos finais de semana, sem as limitações de capacidade e recomendações de combate ao Covid-19 impostas pela Vigilância Sanitária. “Só existe lei para a Cooperativa, mas deveria existir uma fiscalização geral”, comenta.
A autorização de horários aos domingos e ampliação dos horários de sábado é uma das alternativas propostas pela Cooperbarco, além da reativação da linha entre a Lagoa da Conceição e a Barra da Lagoa. “Essa linha cresceu muito nos últimos anos na alta temporada”, afirma Laureano.
Antes da pandemia, o transporte funcionava normalmente aos finais de semana, quando os turistas eram maioria. Agora, não há transporte aos domingos, e o serviço só foi autorizado a funcionar aos sábados no último dia 12 de novembro, mas com horários reduzidos (quatro de ida e quatro de volta entre 7h e 18h).
“A gente está tentanDo discutir a melhor forma de transporte. A comunidade não pode ficar à deriva”, explica Laureano, que aguarda uma proposta da prefeitura dentro de 15 dias.
O dirigente destaca ainda que a Coopebarco deve participar da licitação que será lançada pela prefeitura de Florianópolis. “Tomara que esse licitação saia e a gente resolva isso de uma vez por todas, pois discutir um reajuste no contrato vai ficar cada vez mais difícil”, completou.