O serviço de transporte público de Blumenau amanheceu paralisado na manhã desta terça-feira (12). A decisão foi deliberada pelo Sindetranscol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos de Blumenau), o qual informa que a greve durará 24 horas, a princípio.
Transportes públicos de Blumenau estão paralisados – Foto: Moisés Stuker/NDTVDevido à greve, a SMTT (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) informou que os corredores de ônibus estão liberados para a circulação de veículos particulares durante o período da paralisação, que terá duração de 24 horas, inicialmente.
“Solicitamos aos motoristas que utilizem essas vias com responsabilidade, respeitando rigorosamente as normas de trânsito e priorizando a segurança de todos os usuários”, solicitou em nota.
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População no terminal do Aterro, em Blumenau – Foto: Moisés Stuker/NDTVAlém disso, o órgão ressaltou que está empenhado na busca de uma solução rápida para o problema.
Em nota, a BluMob, concessionária do transporte coletivo, lamentou a greve e afirmou que o sindicato desrespeita a legislação, que exige comunicação prévia antes de qualquer ato.
Leia a nota da empresa na íntegra
“A empresa lamenta que, novamente, o sindicato faça greve desrespeitando a legislação, que exige comunicação previa, causando prejuízo às pessoas e à cidade. A empresa adotará as medidas judiciais cabíveis”.
O que o Sindetranscol diz sobre a greve?
O presidente do Sindetranscol, Osnir Schmitt, afirma que a greve tem várias motivações. No entanto, a principal é a falta de segurança a que os trabalhadores estão submetidos.
A principal motivação da greve é a falta de segurança – Foto: Moisés Stuker/NDTVVale ressaltar que um caso de vandalismo foi registrado no bairro Água Verde, em Blumenau, no Vale do Itajaí. Segundo as informações, as portas do local foram arrombadas durante a madrugada do dia 25 de fevereiro.
Schmitt afirma que a população está ciente da greve e a maioria está de acordo com o ato. “A segurança que pedimos não é somente para os trabalhadores, mas também para a população que utiliza os terminais”, finaliza.