Com greves rotineiras, empresas em recuperação judicial e perda de passageiros nos últimos anos, o modelo de transporte público está sendo questionado pelo presidente da Acif (Associação Empresarial de Florianópolis), Rodrigo Rossoni.
Com modelo atual, Florianópolis enfrenta greves frequentes- Foto: Arquivo/NDEle defende uma desregulamentação para garantir mais concorrência e, em consequência, mais qualidade de serviços aos usuários. “Os transportes coletivos já estavam sendo afetados antes da crise da Covid-19, mas a nova realidade intensificou os desafios”, diz Rossoni, que falou sobre o assunto na última reunião do Comdes (Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis).
A ideia é que o debate seja ampliado, envolva outras entidades e, é claro, os prefeitos e o governo do Estado.Coordenador do Comdes, o engenheiro Marius Bagnatti disse à coluna que a ideia da associação empresarial precisa ser discutida, mas que envolve inicialmente uma análise sob o ponto de vista legal.
SeguirEle se refere ao acordo fechado em 2021 entre Ministério Público, empresas e poder público que garantiu contratos de concessão por três anos e deu segurança jurídica até que ocorra o lançamento dos editais de forma definitiva. “Do ponto de vista conceitual, no entanto, a proposta da Acif pode ser interessante porque estabelece uma concorrência”, afirma Bagnatti.
Marius Bagnatti entende, também, que a conversa sobre o tema pode incluir outras “possibilidades”, como um debate sobre a tarifa zero que, segundo ele, já está sendo aplicada em mais de 40 cidades do Brasil e no mundo. Ele cita, por exemplo, a cidade de Parobé, a cerca de 70 km de Porto Alegre (RS), que teria triplicado o número de passageiros desde a adoção da medida.
Um fundo viabilizaria o modelo – que seria abastecido por um percentual da Cide, ICMS e IPVA, além de participação do empresariado do setor e subsídio municipal.