As manifestações nas rodovias federais e estaduais nesta segunda-feira (31) já prejudicam o transporte coletivo na Grande Florianópolis. De acordo com a empresa Jotur, que faz trechos em Palhoça até a Capital, foram necessários fazer desvios das rotas.
Em nota, a empresa afirmou que, devido ao bloqueio da rodovia federal BR-101, vias principais e marginais, em Palhoça, foram registrados muitos atrasos em vários horários, especialmente naqueles bairros com acesso pela rodovia.
A empresa diz que foi obrigada a adotar rotas alternativas para desviar dos bloqueios, o que tem provocado os atrasos.
Seguir
Transporte coletivo foi prejudicado por manifestações nas rodovias – Foto: Arquivo/Foto Flavio Tin/NDA comerciante Maria Aparecida Rodrigues, de 48 anos, caminhou por 45 minutos para chegar até parte de seu trajeto para ir ao trabalho por filas causadas pela manifestação. Ela mora no bairro Bela Vista, em Palhoça, e seu ônibus “parou” no congestionamento próximo ao CTG.
O ônibus ficou na fila naquele trecho, segundo Márcia, por conta da alteração do trajeto, através do bairro ao lado, o Caminho Novo, sem passar pela BR.
“Desci do ônibus e fui até o supermercado Santos, no centro de Palhoça. Isso levou cerca de 45 minutos”.
Segundo a comerciante, outras oito pessoas fizeram o mesmo que ela e caminharam até o local.
Maria Aparecida Rodrigues, de 48 anos, mora no Bela Vista e foi a pé boa parte do seu trecho até o trabalho – Foto: Ana Schoeller/NDNo entanto, apesar de ser prejudicada, a comerciante diz “apoiar” os manifestantes.
Atraso na aula
Raquel Rodrigues dos Santos, de 19 anos, é moradora do bairro Barra do Aririu, também em Palhoça. Para o ND+, a estudante de arquitetura da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), contou que saiu no seu horário normal de casa, às 6h30. No entanto, seu ônibus só passou 45 minutos depois do previsto.
“Fiquei esperando no ponto como todos os dias, mas não passou no horário”, conta.
Raquel Rodrigues dos Santos, de 19 anos, pegou o ônibus 45 min depois do esperado – Foto: Ana Schoeller/NDA mudança no horário fez com que a estudante se atrasasse para a aula. O trecho que geralmente é feito em 1h30, foi feito em 3h10 minutos.
“Cheguei na UFSC às 9h40, e minha aula começava às 8h20”, explica.
A estudante diz ser contra a manifestação, e que está “irritada com tudo isso”.
E em Florianópolis?
A prefeitura de Florianópolis respondeu ao ND+ que, a princípio, a manifestação não está interferindo no transporte coletivo na cidade, pois os bloqueios são nas rodovias e não dentro do município.
O Consórcio Fênix respondeu que nenhuma empresa relatou problemas causados pela manifestação.
Polícia pode usar força
A Polícia Militar de Santa Catarina pode fazer uso de força para dispersar manifestantes de rodovias bloqueadas no Estado. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (31) durante uma coletiva de imprensa sobre o assunto.
Segundo o comandante geral da Polícia Militar, Marcelo Pontes, se for necessário a PM fará o uso da força. No entanto, o órgão vai “priorizar respeito e conversa para impedir o trancamento da via pública. Todo efetivo da Polícia Militar está atuando na ação”.