Trecho de 27 km de ferrovia no Alto Vale do Itajaí poderá virar novo atrativo turístico

Governo de Santa Catarina procurou órgão federal para negociar cessão de trecho desativado da Estrada de Ferro ao Estado

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Redação ND Blumenau

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O Governo de Santa Catarina iniciou negociações junto à SPU (Secretaria de Patrimônio da União), do Governo Federal, para a cessão de um trecho da antiga EFSC (Estrada de Ferro Santa Catarina), no Alto Vale do Itajaí. O percurso de 27 quilômetros fica entre Rio do Sul e Apiúna.

Governo de Santa Catarina procurou órgão federal para ceder trecho da Estrada de Ferro desativada ao Estado – Foto: Arquivo/Willian Klaumann/Prefeitura Municipal de Apiúna/NDGoverno de Santa Catarina procurou órgão federal para ceder trecho da Estrada de Ferro desativada ao Estado – Foto: Arquivo/Willian Klaumann/Prefeitura Municipal de Apiúna/ND

Segundo a secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, que encabeça o movimento, o trecho da Estrada de Ferro foi desativado na década de 1970 pela RFFSA, a Rede Ferroviária Federal brasileira. A transferência deste patrimônio da União ao governo estadual permite que movimentos culturais e turísticos sejam feitos na ferrovia.

“Há iniciativas na região que aguardam por mais de duas décadas por uma oportunidade para atuar diretamente na preservação da história e cultura que envolvem esta estrada de ferro. Nosso objetivo é que o Estado, liderado pelo governador Jorginho Mello, nossa secretaria e a SPU construam uma solução conjunta para a revitalização desta histórica ferrovia”, afirma Beto Martins, secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias.

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Governo de Santa Catarina procurou órgão federal para negociar cessão de trecho da Estrada de Ferro Santa Catarina ao Estado – Foto: Governo de Santa Catarina/Divulgação/NDGoverno de Santa Catarina procurou órgão federal para negociar cessão de trecho da Estrada de Ferro Santa Catarina ao Estado – Foto: Governo de Santa Catarina/Divulgação/ND

“O patrimônio da extinta Rede está sob a responsabilidade da SPU. Em outros momentos, houve dificuldade em fazer a cessão diretamente para a iniciativa privada, mas com este interesse do Estado de Santa Catarina acreditamos que poderemos encontrar uma alternativa viável e que permita que a história e a cultura sejam preservadas”, acrescenta o superintendente da SPU-SC, Juliano Luiz Pinzetta

Sobre a estrada e o projeto de revitalização

A Estrada de Ferro Santa Catarina foi projetada inicialmente para ligar o Porto de Itajaí até a Argentina. Foi construída por descendentes de alemães e inaugurada em 1909.

A Tremtur (Fundação Estrada de Ferro Vale do Itajaí), de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, é uma instituição sem fins lucrativos que atua na memória ferroviária. A Tremtur já promoveu o restauro da locomotiva “Maria Fumaça Baldwin Ten Wheel”, que hoje promove passeios em um trecho de apenas dois quilômetros, na cidade de Apiúna.

A parceria hoje existente seria estendida e já é feita graças a uma parceria realizada com a Usina Salto Pilão, que existe entre Apiúna e Ibirama. A iniciativa foi tomada pelos voluntários na época com o objetivo de viabilizar o projeto da ‘Ferrovia das Bromélias’.

Governo de Santa Catarina procurou órgão federal para negociar cessão de trecho da Estrada de Ferro Santa Catarina ao Estado – Foto: Willian Klaumann | Prefeitura Municipal de Apiúna/Divulgação/NDGoverno de Santa Catarina procurou órgão federal para negociar cessão de trecho da Estrada de Ferro Santa Catarina ao Estado – Foto: Willian Klaumann | Prefeitura Municipal de Apiúna/Divulgação/ND

Com essa cessão da rodovia federal desativada ao Estado, será possível a ampliação da operação do equipamento turístico de apenas 2 para 29 km de passeio. A fundação também prevê a possibilidade de reinstalação do antigo Museu Ferroviário, entre outras ações.

“A Tremtur está empenhada e mobilizada nesta causa há quase 25 anos. Atuamos em várias frentes com o objetivo de preservar, proteger e permitir que a comunidade conheça sua história e cultura, representada em partes pela Estrada de Ferro Santa Catarina”, completa a empresária e presidente da Fundação Tremtur, Lilian Bremer Vogelbacher.