Os trabalhadores do transporte coletivo fizeram uma paralisação e a Grande Florianópolis amanheceu sem ônibus, nesta quarta-feira (22). Os serviços foram interrompidos das 4 às 7h. Após essa paralisação, os veículos voltaram a circular.
Grande Florianópolis amanheceu sem ônibus, no início desta manhã – Foto: Paulo Mueller/NDTVPor volta das 7h, conforme informou o subinspetor da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis), Ricardo Pastrana, os ônibus voltaram a operar.
Segundo informações do repórter Paulo Mueller, da NDTV, por volta das 7h30, já com os ônibus transitando, a movimentação no Ticen foi retomada.
SeguirAos poucos a movimentação é retomada no Ticen – Vídeo: Paulo Mueller/NDTV
Grande Florianópolis amanhece sem ônibus
O Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano e Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de passageiros) da Grande Florianópolis) informou que foi realizada uma paralisação de alerta. Também que a decisão foi tomada após passar o prazo de 72 horas de estado de greve e não ter ocorrido “nenhuma resposta satisfatória aos anseios da Categoria dos Trabalhadores nos Transportes Coletivos da Grande Florianópolis”.
“Muito custa aos trabalhadores afetar os serviços aos usuários do transporte coletivo, todavia a morosidade e indefinição tanto dos empresários quando dos poderes públicos municipal e estadual não deixaram outra alternativa”, disse comunicado do Sintraturb.
O Setuf (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis) destacou que é contrário a qualquer paralisação que traga prejuízo aos usuários. Também que as negociações com o sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo estão em andamento.
Trabalhadores em estado de greve
Desde a última quinta-feira (16), os trabalhadores do transporte coletivo estavam em estado de greve. A decisão foi tomada em assembleia, após a categoria recusar a proposta apresentada pelo sindicato das empresas e do poder público.
O decreto de estado de greve é o período que antecede a greve, é uma comunicação feita ao poder público e ao lado patronal de que pode haver paralisação do transporte a qualquer momento, após um período de 72 horas.