Um confronto foi registrado na Estrada Fazenda, em Pirabeiraba, zona Norte de Joinville, no início da tarde desta terça-feira (1/11). Isto porque, segundo a moradora da Comunidade Quilombola Beco do Caminho Curto, Gorete Aparecida de Oliveira, os bloqueios estão impedindo as crianças de chegarem às escolas da região. A Polícia Militar foi chamada para acalmar os ânimos. VEJA VÍDEOS ABAIXO.
Foto: Reprodução vídeo/Divulgação NDA rua Estrada Fazenda dá acesso a BR-101, ao bairro Pirabeiraba, a Joinville. Cerca de 50 entre crianças e adolescentes estão impactados, além de toda a comunidade e moradores que usam a via para se deslocar.
“Foi uma confusão sem sentido. Estávamos protestando pela falta de ônibus porque os manifestantes estão bloqueando a estrada e não estão permitindo a passagem de ônibus. Ontem (segunda-feira, 31/10) já não teve aula e hoje (terça-feira, dia 1/11) também cancelaram. As crianças estão ficando sem aula”, desabafa Gorete Aparecida de Oliveira.
Seguir“Parece um bando de louco em cima da gente”, continua Gorete.
VEJA VÍDEOS:
Vídeo: Internet/Divulgação ND
Vídeo: Internet/Divulgação ND
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Os alunos mais afetados foram da E.E.B Olavo Bilac, em Pirabeiraba, por falta de ônibus.
Pelo Instagram, a Comunidade Caminho Curto se manifestou.
“No dia de hoje, 01/11/2022, em protesto contra a ausência de transporte público para o deslocamento das crianças à escola, a comunidade do Beco do Caminho Curto se posicionou fechando a rua como forma de chamar a atenção das autoridades para o problema em questão. No entanto, um grupo de integrantes ligados ao movimento antidemocrático em Joinville, com gritos de ofensas racistas, atacou os moradores e ameaçou invadir e destruir as casas. O projeto integrado de ensino, pesquisa e extensão Quilombola (conhecido como Caminho Curto) da Universidade da Região de Joinville, professores e estudantes envolvidos, se solidarizam com a comunidade, e pedem respeito à sua presença ancestral importante naquele espaço e em todos os espaços da nossa cidade, bem como seu direito à mobilidade e à educação.As providências cabíveis já foram tomadas junto ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à Polícia Militar.”
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O Movimento Negro Maria Laura também se manifestou sobre o protesto.
“As famílias da Comunidade Quilombola Beco do Caminho Curto estão correndo risco de vida!!! Bolsonaristas estão proferindo ataques racistas aos moradores e ameaçando invadir a comunidade. Além de estarem incitando o ódio, chamando-os de invasores e dizendo que gente assim não se cria em Joinville. Precisamos denunciar o que está ocorrendo e garantir a integridade física dos moradores do Quilombo”, escreveu, pedindo que os moradores façam denúncias formais junto ao Ministério Público Federal.
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