Aventura de Fusca: jornada passa pelo México e chega aos EUA

Raphael e Lya conhecem o México e entram nos Estados Unidos, passando por Texas e Califórnia; Adriano não conseguiu visto no Panamá

Redação ND Florianópolis

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“Pense numa fronteira complicada”, definiu Raphael ao tentar entrar no México. Ele e Lya, o fusca, ficaram dois dias no limbo entre o país e a Guatemala, pois enfrentaram problemas com a documentação.

Após longas conversas, a entrada do catarinense foi liberada, com a condição de sair em seis dias. Raphael conta que infelizmente o visto de Adriano não foi liberado no Panamá, e ele irá tentar no México.

A dupla está a caminho do Alasca, desde o Brasil, a bordo de um fusca 1976, chamado de Lya.

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A condição de estadia no país por seis dias, em princípio não era problema para Raphael, que pretendia apenas consertar o fusca e seguir para os Estados Unidos. No entanto, “o México acabou sendo uma grande surpresa”, afirmou.

Lya sendo consertada no México – Foto: Raphael Prata/Divulgação/NDLya sendo consertada no México – Foto: Raphael Prata/Divulgação/ND

Raphael entrou no México no dia 4 de dezembro. Lá, fez amizades incríveis, além de conseguir parcerias para o conserto de Lya.

“Acabamos conhecendo pessoas incríveis que já nos seguiam, e essas pessoas conseguiram parceiros donos de oficinas, para ajudar a deixar a Lya como se fosse nova para continuar a expedição”, relata.

Raphael partiu para os Estados Unidos apenas no dia 16 de janeiro. Porém, ele conta que teve surpresas não muito agradáveis. Foi um total de US$ 760 de multa para sair do país com o carro.

Lya na fronteira para os Estados Unidos – Foto: Raphael Prata/Divulgação/NDLya na fronteira para os Estados Unidos – Foto: Raphael Prata/Divulgação/ND

Enfim Estados Unidos

A entrada nos EUA se deu pela cidade de Laredo, no Texas. Logo de cara, Raphael foi convidado a passar uma semana no rancho de Fabiano Vieira, brasileiro campeão de Bull Riding (equitação em touros).

Raphael e Fabiano Vieira, campeão de Bull Riding – Foto: Raphael Prata/Divulgação/NDRaphael e Fabiano Vieira, campeão de Bull Riding – Foto: Raphael Prata/Divulgação/ND

“Pude ver de perto os treinos em touros e treinos de laço e conheci outros brasileiros esportistas que estão ali, vivendo, competindo e levando a bandeira do Brasil no peito. Foi incrível. Uma experiência que vou levar pra vida toda”, comenta Raphael.

Raphael visitou o rancho de brasileiro, no Texas – Foto: Raphael Prata/Divulgação/NDRaphael visitou o rancho de brasileiro, no Texas – Foto: Raphael Prata/Divulgação/ND

Route 66

Em seguida, ao sair do Texas, Raphael realizou um sonho de adolescente, segundo ele. Passar pela Route 66. “Imagina dirigir um fusca brasileiro 1976 na Route 66? Foi incrível.”

Lya na Route 66 – Foto: Raphael Prata/Divulgação/NDLya na Route 66 – Foto: Raphael Prata/Divulgação/ND

Ele visitou os pontos turísticos da via, como o Cadillac Ranch. “Foi tudo muito nostálgico”, definiu.

Raphael visitou o Cadillac Ranch – Foto: Raphael Prata/Divulgação/NDRaphael visitou o Cadillac Ranch – Foto: Raphael Prata/Divulgação/ND

Califórnia

Logo após, Raphael seguiu para a casa de um amigo, em Laguna Beach, na Califórnia.

Lá, ele, além de conhecer a Califórnia, contou que pôde começar a planejar a ida até o Alasca, destino final da jornada.

Casa onde Raphael e Lya se hospedaram, na Califórnia – Foto: Raphael Prata/Divulgação/NDCasa onde Raphael e Lya se hospedaram, na Califórnia – Foto: Raphael Prata/Divulgação/ND

“Estou aproveitando para descansar um pouco e também usando o tempo um pouco mais livre pra conhecer a Califórnia, e já comecei a traçar a rota que vou fazer ate Prudhoe Bay, que é a ultima cidade do Alasca que dá pra chegar dirigindo. Tem que ser tudo muito bem planejado porque nada pode dar errado no Alasca, porque é um lugar muito frio e aonde vou não ter tantos recursos, então preciso ser bem cauteloso com tudo.”

Motor novo

Raphael explica que foi obrigado a trocar o motor do fusca, devido a um vazamento de óleo.

Novo motor da Lya – Foto: Raphael Prata/Divulgação/NDNovo motor da Lya – Foto: Raphael Prata/Divulgação/ND

“O mecânico disse que teríamos que refazer todo o motor, e como é um motor brasileiro, o preço de refazer o motor seria quase duas vezes o preço de comprar um novo. Aproveitei e peguei um motor mais potente, agora a Lya esta 1.6, antes era 1.3. Agora estou juntando dinheiro para poder pagar esse motor que custou mil dólares e ainda juntando dinheiro para poder conseguir chegar no Alasca”.

Desafios para chegar ao Alasca

A missão final da jornada não será nada fácil. Não só pelos -40º, mas também pela situação financeira, explica Raphael.

“Hoje o nosso maior desafio disparado é conseguir chegar no Alasca e voltar com o dólar a 4.36. Como nosso dinheiro é em real, isso está sendo o nosso maior desafio hoje, mais do que rodar de fusca num frio de -40 graus.”

Apoio financeiro

Para ajudar nos custos financeiros da viagem, a dupla está fazendo uma rifa, com mais de 20 prêmios. Além disso, canecas e adesivos personalizados estão à venda. A rifa e os produtos estão disponíveis no site fuscaadois.com.br/loja-shop.

O grupo também tem um site para arrecadar fundos mensalmente. Dessa maneira, as doações podem ser feitas a partir de R$ 1 em apoia.se/fuscaadois.

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