Brasília, no Distrito Federal; Canoas, no Rio Grande do Sul; Jaguariúna e Jacareí, em São Paulo; e até Londres, na Inglaterra. Essas são algumas das cidades de origem dos turistas que estavam na Praia Mole, no Leste de Florianópolis, na última quinta-feira, 30, antevéspera do réveillon. Comandante do posto de guarda-vidas, o soldado Madureira se surpreendeu com a multidão: “Nunca vi a praia com tanto movimento assim”, disse o militar.
A Praia Mole estava lotada de turistas na quinta-feira (30), antevéspera do Réveillon – Foto: Leo Munhoz/NDProtegida por dois costões e com 1,2 quilômetros de extensão, a Praia Mole foi considerada própria para o banho nas quatro medições realizadas pelo Ima-SC (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) nesta temporada.
Mais um motivo para os turistas escolherem a Mole como destino. A dificuldade está no trânsito para chegar e sair. Por volta das 17h, na quinta, a SC-406, via de acesso à Mole, estava com as duas vias congestionadas. O jeito é começar o deslocamento cedo para pegar mais praia e menos trânsito.
SeguirHá dez anos a empresária Kaiane Rodrigues Freire, de Canoas, Rio Grande do Sul, escolhe Florianópolis no Réveillon. Hospedada em uma pousada na Mole, estava na praia com amigos e a pequena Lorena, sua filha de dois anos, na quinta. “Vamos em várias as praias, mas como estamos hospedados aqui, estamos optando em vir para cá por causa do trânsito”, explica Kaiane.
A gaúcha Kaiane elogiou a Mole e pediu apenas mais lixeiras espalhadas na praia – Foto: Leo Munhoz/NDA turista está um pouco traumatizada com o trânsito para se deslocar na Ilha. Na quarta-feira, tentando ir para Canasvieiras, no Norte, ficou duas horas no carro. E, num curto deslocamento até a vizinha Lagoa da Conceição, uma hora. Sobre a estrutura da Mole, entretanto, muitos elogios e apenas uma reclamação: mais lixeiras.
A advogada Juliana Soares, de Brasília, estava pisando pela primeira vez nas praias de Florianópolis. Encantada pela beleza da praia, veio de forma aleatória visitar a Capital catarinense. “Surgiu a oportunidade, a passagem estava barata e falei: ‘bora'”, disse Juliana que, através da amiga Jéssica, fez amizade com Bethânia de Brito, sua parceira de praia na quinta.
Turistas estão enfrentando bastante trânsito no acesso às praias; sinal de que eles vieram em peso – Foto: Leo Munhoz/ND“Comparando com os lugares que conheço, como Nordeste, Rio de Janeiro, estou impressionada. Não tem sujeira na praia. Isso não é comum. Eu vi as pessoas indo embora com a própria latinha para jogar fora e achei muito legal”, conta a brasiliense, que fica até 7 de janeiro em Florianópolis e ainda pretende Jurerê e Ilha do Campeche.
No primeiro dia de 2022, Juliana estará na praia do Rosa, em Imbituba, aceitando a dica de Bethânia: “Amo aquele lugar. Já passei algumas viradas lá, sempre na beira da praia”, explica Bethânia, que se mudou de Blumenau para a Capital há dois meses.
As amigas Bethânia, de Blumenau, e Juliana, de Brasília, curtindo a Praia Mole, Leste da Ilha – Foto: Leo Munhoz/ND“Sempre quis morar no litoral. Aproveitei que, agora, estou trabalhando em home office e me joguei”, conta a blumenauense que, além da Mole, frequenta principalmente a Joaquina.
Paulistas em peso no litoral catarinense
Talita Gil é de Taubaté, em São Paulo, e mora fora do país há dez anos e há três em Londres. Visitando Florianópolis pela primeira vez, está achando tudo ótimo e pedindo apenas “um pouco mais de sol”. A turista chegou na Capital na segunda-feira e está com um grupo de amigos, alguns antigos, outros novos.
Nos últimos quatro relatórios de balneabilidade, a Mole apresentou condição própria para o banho – Foto: Leo Munhoz/ND“Conhecemos esse pessoal ontem [quarta-feira, 29] e a gente veio se encontrar aqui na praia”, conta Talita apontando para o grupo de amigos. Sobre a infraestrutura da Mole, apenas elogios: “Muito boa, limpinha. Comparado à Europa, está melhor, eu diria. Lá é gelado demais. Aqui está gelado também, mas lá é mais”.
Também de São Paulo, mas de Jacareí, o empresário Rodrigo Fonseca está conhecendo Florianópolis neste verão. “Sempre ouvi falar, mas nunca tinha vindo ainda. É muito legal. Lugares maravilhosos, belezas naturais, pessoas muito bonitas e amigáveis”, avalia Fonseca.
“Moço, tem desconto pra cachorro?” – Foto: Leo Munhoz/NDFrequentador assíduo do litoral paulista, como Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela e às vezes em Santos, considera as praias de Florianópolis mais bonitas.
De Jaguariúna, a administradora Samara Dias também está conhecendo Florianópolis. Ela chegou de viagem no domingo, 26. “Estou gostando bastante. Tenho uma amiga que mora aqui, então, vim visitar e passar o Réveillon. Acho que vai ser bem legal”, disse a turista que, além da Mole, conheceu a Barra da Lagoa. Questionada se tinha alguma reclamação, disse que não: “na verdade, quero morar aqui. Amei a vibe do lugar, muito boa!”, disse Samara.
No passeio, ela estava com a amiga Flávia Rubinstein de Campos. Empresária, ela trocou a cidade de São Paulo por Florianópolis: “Moro aqui na Praia Mole há sete meses. É a minha preferida da Ilha, desde o dia que eu vim como turista, a Mole me encantou. Gosto até do caminho que a gente pega para chegar na praia. Eu falo que é o caminho da felicidade”, brinca em relação a pequena trilha de acesso à Praia Mole.
Comandante do posto de guarda-vidas da Praia Mole, Soldado Madureira destaca o trabalho de prevenção da equipe para evitar afogamentos – Foto: Leo Munhoz/NDSem ocorrências de afogamento, nesta temporada, e bem sinalizada com bandeiras vermelhas nos pontos de correnteza e bandeira verde nos pontos mais tranquilos, a Praia Mole é mais um reduto na Ilha pronta para agradar turistas de todo canto do Brasil, de outros países e, claro, os nativos da Ilha.