Cidade da Dança: o que fazer em Joinville e onde ir no período do festival?

No mês de julho, o Festival de Dança de Joinville é o destino de bailarinos do Brasil e que movimentam a cidade durante 13 dias de evento

Visitar o Festival de Dança de Joinville é, certamente, entrar na dança! E você nem precisa conhecer passos de balé, os movimentos do break ou calçar sapatilhas: quando o festival começa, a cidade respira a arte do movimento e é impossível não se encantar com as apresentações.

Grupo se apresenta no Festival de Dança de JoinvilleGrupo se apresenta no Festival de Dança de Joinville – Foto: Nilson Bastian/Festival de Dança de Joinville

O evento nasceu em 1983, quando reuniu cerca de 600 bailarinos em Joinville. Comparado aos mais de 13 mil participantes de 2023, o número pode até parecer pequeno, mas já indicava o potencial do festival.

Naquela primeira edição, os bailarinos se apresentaram até em um ginásio de esportes. Agora, 40 anos depois, o maior festival de dança do mundo tem casa própria, o Centreventos Cau Hansen, em Joinville.

Aliás, quem visita o Centreventos Cau Hansen fora da época do evento pode não imaginar como é possível que a quadra que recebe jogos de vôlei, basquete e futsal se transforme em uma grande arquibancada. E como o palco, muitas vezes discreto durante os jogos, pode ser, na verdade, o sonho de muitos bailarinos de todo o Brasil e até de outros países.

Mas isso faz parte da “mágica” da cidade durante o festival. Nesta época, as praças também recebem palcos e, de repente, uma passada pelo Centro ganha mais alegria com a técnica do balé ou com os movimentos rápidos das danças urbanas.

E isso também acontece nos shoppings, museus e em outros pontos turísticos: quando você percebe, já foi envolvido pela dança!

Quem não dança em Joinville também dança

Desde 2005, o festival é considerado o maior do mundo em número de participantes pelo Guinness World Records. E é fácil entender o porquê: durante 13 dias, Joinville recebe bailarinos de diversos lugares que se apresentam em oito gêneros, como balé clássico, jazz, sapateado e danças populares.

Na Mostra Competitiva, você sente a emoção transmitida por cada um dos gêneros em coreografias apresentadas no “palcão” do Centreventos, o sonho de todo bailarino.

As apresentações valem nota e rendem prêmios importantes, como o de melhor bailarino, bailarina, grupo e coreógrafo. Por isso, é ideal para quem quer assistir a coreografias com alto nível técnico de pertinho.

Já o Festival Meia Ponta reúne os pequenos bailarinos, que enchem os olhos com tamanha fofurice e, é claro, com muito talento. A plateia do Teatro Juarez Machado fica cheia para assistir ao futuro da dança brasileira.

E este mesmo palco também recebe o Festival 40+, no qual quem já passou dos 40 anos mostra que não há idade nem limites para dançar!

Estar na plateia, aliás, é desbravar diversas emoções: com as danças urbanas e as danças populares, por exemplo, você sente a vibração de cada movimento e não é raro ter vontade de subir ao palco também.

Já os movimentos firmes do balé clássico e do neoclássico encantam pela força e destreza dos bailarinos. E ainda tem a leveza do jazz, a envolvência do sapateado e muito mais!

Aliás, quem não dança também pode dançar no Festival de Dança de Joinville! Atividades como a Dance Parade e o Dança para Quem não Dança são ideais para você se aventurar na arte do movimento, mesmo que apenas por alguns minutinhos.

Já no Dog Dance Day, até o seu cachorro entra na dança. E ainda há outras ações, como palestras e cursos, muitas delas liberadas para todo o público.

Já se você tem curiosidade em saber como é feito um evento dessa magnitude, uma ótima opção é visitar os bastidores e conferir de perto como tudo acontece.

Dá até para sentir um pouco da tensão e da emoção que os bailarinos sentem antes de entrar no palco! Para finalizar, nada melhor do que saborear alguma delícia na praça de alimentação da Feira da Sapatilha e, é claro, sair de lá com uma lembrancinha do festival de emoções!

Quando em Joinville, faça como os joinvilenses

Que Joinville é a Capital da Dança você já sabe! Mas a cidade também encanta em outros sentidos, com uma ampla variedade de lugares para visitar. Confira alguns dos pontos turísticos preferidos dos turistas e também dos joinvilenses:

Mirante de Joinville

Mirante de Joinville – Foto: Secom/Prefeitura de Joinville/Divulgação NDMirante de Joinville – Foto: Secom/Prefeitura de Joinville/Divulgação ND

Localizado no Morro da Boa Vista, o mirante é realmente perfeito para ter um olhar de Joinville, em um cenário ainda mais encantador durante o nascer e o pôr do sol.

Lá de cima, você pode ver a Baía da Babitonga, a Serra Dona Francisca, além da grandeza da parte urbana da cidade.

São 4,6 quilômetros de trajeto e é possível fazê-lo caminhando ou com o ônibus que circula aos finais de semana. A entrada é gratuita, com cobrança apenas da tarifa de transporte coletivo.

Zoobotânico

O Parque Zoobotânico possui árvores nativas da Mata Atlântica, lagos e animais – Foto: Visite Joinville/Divulgação NDO Parque Zoobotânico possui árvores nativas da Mata Atlântica, lagos e animais – Foto: Visite Joinville/Divulgação ND

Pertinho do Mirante, o Zoobotânico é uma boa opção para passear antes de subir ou após descer o Morro da Boa Vista.

Ideal para famílias com crianças, esse local abriga um pequeno zoológico com espécies como jacarés, jabutis, macacos e araras.

Com lago, parquinho e pequenas trilhas, é o lugar ideal para passear ao ar livre ou até mesmo fazer um piquenique e curtir um dia ensolarado. A entrada também é gratuita.

Rua das Palmeiras

Rua das Palmeiras, em Joinville – Foto: Prefeitura Municipal de Joinville/DivulgaçãoRua das Palmeiras, em Joinville – Foto: Prefeitura Municipal de Joinville/Divulgação

Cartão-postal joinvilense, a também chamada Alameda Brüstlein se destaca pelas exuberantes palmeiras imperiais, cujas mudas foram trazidas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro durante a colonização da cidade.

Aliás, o Museu Nacional de Imigração e Colonização, logo ao fim da Rua das Palmeiras, é o local ideal para quem deseja saber mais sobre a história de Joinville. Nos dois locais, não é necessário pagar a entrada.

Museu de Arte de Joinville

Museu de Arte de Joinville (MAJ) – Foto: Secom/Prefeitura de JoinvilleMuseu de Arte de Joinville (MAJ) – Foto: Secom/Prefeitura de Joinville

Além de abrigar exposições de artistas catarinenses e também de nomes nacionais, a sede do museu é um atrativo por si só: ela foi casa de Ottokar Doerffel, um imigrante da Alemanha que teve grande influência na cidade, e apresenta estilo colonial em uma arquitetura de encher os olhos.

Ali pertinho, você também pode visitar a Cidadela Cultural Antárctica, prédio em que funcionava uma cervejaria e, hoje, é tombado como patrimônio histórico.

Porta do Mar

Porta do Mar – Foto: Prefeitura Municipal de Joinville/DivulgaçãoPorta do Mar – Foto: Prefeitura Municipal de Joinville/Divulgação

Já mais longe do Centro, você pode curtir a parte litorânea da cidade no Espinheiros, bairro que oferece vários atrativos, como a Porta do Mar, um portal que proporciona uma bela vista da Baía da Babitonga e da flora e fauna nativas, como a ave guará, que impressiona pela cor vibrante.

Na região, outra boa opção é se deliciar nos restaurantes de frutos do mar e passear no Barco Príncipe, que navega pela baía passando por diversas ilhas e por São Francisco do Sul.

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