Colegiados pedem desmembramento da instância de turismo Encantos do Sul

A intenção é que tanto a Amrec quanto a Amurel tenham uma instância própria

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Interina: Kelley Alves

Um ofício enviado à Santur (Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina) solicitou o desmembramento da atual Encantos do Sul. A instância regional passa por um imbróglio judicial e está sem um presidente há pelo menos três anos.

A intenção é que tanto a Amrec (Associação dos Municípios da Região Carbonífera) quanto a Amurel (Associação Municípios Região de Laguna) tenham uma instância própria, cada qual denominada respectivamente de Quatro Estações e Caminho Serra Mar.

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Reunião entre os colegiados de Turismo e Cultura ocorreu na sede da Amrec – Foto: Divulgação/AmrecReunião entre os colegiados de Turismo e Cultura ocorreu na sede da Amrec – Foto: Divulgação/Amrec

Municípios órfãos

O desmembramento de instâncias regionais é um fenômeno que vem ocorrendo em todo o Estado, segundo o presidente do Colegiado de Cultura e Turismo da Amrec, Ismail Ahmad Ismail. A Encantos compreende todos os municípios da Amrec e da Amurel. A função é organizar e fomentar o turismo local.

Durante o período que antecedeu a nomeação de um presidente provisório, os municípios encontraram dificuldades para inserção no Mapa do Turismo Brasileiro, em função de não ter uma instância. Também houve a dificuldade de captação de recurso para a área, o que atrasou o planejamento turístico de algumas cidades.

Imbróglio começou em 2019

O processo judicial começou no final de 2019. A Justiça deu três meses e depois mais três, e assim sucessivamente. Sem diretoria formal, não havia quem assinasse e validasse os documentos de turismo dos municípios.

O impasse aconteceu principalmente por uma disputa interna entre as duas regiões, que disputavam os recursos. O problema seria resolvido com o desmembramento.

Além disso, as discussões serão mais produtivas porque vão envolver municípios com interesses em comum, segundo avalia Ismail. A instância está inativa há pelo menos cinco anos. “Desativada a cinco e sem presidente há três”, pontua.

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