Réveillon em Balneário Camboriú teve bala de borracha e apreensão de caixas de som como as principais notícias da virada de ano em Santa Catarina. A pergunta que fica é: como conciliar os desejos de jovens e idosos em relação à temporada de verão em SC? A história se repete em toda orla, uns de férias querendo agitar, outros, necessitando descansar.
Foto: Bruno Golembiewski/NDNo litoral Sul, em Jaguaruna, há muito que a Associação de Moradores decidiu: o Balneário será para os “veios”. Quer bagunça? Vai pro Farol de Santa Marta. No Rincão, a galera jovem também não tem vida fácil. Dá-lhe discar o 190.
No litoral Norte, durante as duas últimas décadas, transformaram Balneário Camboriú em uma das mecas da música eletrônica mundial com duas casas de primeira: Warung e Green Valley, com suas festas intermináveis e que facilmente passavam do meio-dia e ‘after’. E mais ‘after’ rolando nos milhares de apartamentos de aluguéis de temporada.
SeguirNo mesmo sentido, o Réveillon na praia cresceu para a ‘casa’ do milhão de povão. Depois de atrair a turma da ‘vibe boa e nervosa’ para a localidade, eis que os poderes locais puxam o freio de mão na bagaça, dando um cavalo de pau e tentando colocar ordem na casa. e dá-lhe bala (de borracha), porrada e camburão.
Dizem que Balneário Camboriú é um paraíso para aposentados, mas com o teto do INSS em R$6.433 brutos, como sustentar o município e seus projetos megalomaníacos? Dizem, há muito tempo, que a ‘brazilian Dubai’ virou terra de faraós, barões, sheiks, príncipes, mas que tem um só rei! Que o novo ano traga paz e conciliação entre jovens e idosos.