Das baleias aos pinguins; Puerto Madryn e sua exuberante fauna marinha

A pequena cidade de Puerto Madryn, é a prova de que a Patagônia Argentina é muito mais do que só o Ushuaia e El Calafate

Foto de Paulo Rolemberg

Paulo Rolemberg Florianópolis

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Que tal ter um encontro com baleias-franca-austral, leões-marinhos, orcas, guanacos (parentes de lhamas) e os simpáticos pinguins-de-Magalhães, além de uma exuberância de flora e fauna terrestres?

A vista da bela cidade de Puerto Madryn – Foto: Paulo Rolemberg/NDA vista da bela cidade de Puerto Madryn – Foto: Paulo Rolemberg/ND

Tudo isso você pode encontrar na Península Valdés, que é a prova de que a Patagônia argentina é muito mais do que só o Ushuaia e El Calafate.

A pequena cidade de Puerto Madryn, é a porta de entrada da Península. Localizada no extremo sul do continente americano, a 1.400 quilômetros de Buenos Aires, a viagem para Puerto Madryn é perfeita para explorar a Patagônia argentina.

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Protegida das ondas do Atlântico pelo Golfo Nuevo, a cidadezinha foi fundada em 1865 por imigrantes galeses. e está na província de Chubut: uma reserva natural de 4.000 km², tombada como patrimônio mundial da Unesco, em 1999.

Para chegar a Puerto Madryn, tem voos saindo de Florianópolis com destino a Buenos Aires.

Do Aeroparque, na Capital argentina, tem saídas diárias para o Aeroporto de El Tehuelche, a 5km do centro da cidade. O voo dura cerca de 1h45. A Flybondi opera esse trecho com voos diários.

Mapa da região – Foto: Divulgação/NDMapa da região – Foto: Divulgação/ND

A cerca de 17 km da cidade de Puerto Madryn, se encontra a reserva de Punta Loma. Uma área natural com mirante em uma falésia com vista para o Golfo Nuevo. É possível observar leões-marinhos tomando sol sossegados de frente para o mar.

No retorno, a cidade aproveite a hora do almoço para provar a grande variedade de peixes e mariscos que compõem a culinária local. Mexilhões, vieiras, lulas, “navalhas” e outras delícias costumam ser servidas em restaurantes acolhedores.

Bom lembrar, que a depender do período do ano, é muito comum almoçar de frente ao mar enquanto vê baleias nadando tranquilamente.

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    Geograficamente é uma bela região no Sul da Argentina - Paulo Rolemberg/ND
    Geograficamente é uma bela região no Sul da Argentina - Paulo Rolemberg/ND
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    A rica fauna na Patagônia argentina - Paulo Rolemberg/ND
    A rica fauna na Patagônia argentina - Paulo Rolemberg/ND
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    São cerca de 400 mil pinguins na região da Península Valdés - Paulo Rolemberg/ND
    São cerca de 400 mil pinguins na região da Península Valdés - Paulo Rolemberg/ND
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    Os simpáticos pinguins-de-Magalhães - Divulgação/ND
    Os simpáticos pinguins-de-Magalhães - Divulgação/ND
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    Lobos-marinhos são frequentes na região - Divulgação/ND
    Lobos-marinhos são frequentes na região - Divulgação/ND
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    Guanaco é uma presença constante ao longo do passeio - Divulgação/TurismoMadryn/ND
    Guanaco é uma presença constante ao longo do passeio - Divulgação/TurismoMadryn/ND
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    DCIM100GOPROG0014418. - Divulgação/TurismoMadryn/ND
    DCIM100GOPROG0014418. - Divulgação/TurismoMadryn/ND
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    Flagrante de aproximação da baleia na embarcação - Hernan Romero/Divulgação/ND
    Flagrante de aproximação da baleia na embarcação - Hernan Romero/Divulgação/ND
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    Mapa da região - Divulgação/ND
    Mapa da região - Divulgação/ND

Tenha um dia livre para viver a fantástica experiência de vivenciar a variada fauna marítima da região. Prepare o espírito aventureiro e saía cedo com destino a Puerto Pirâmides, são cerca de 100 quilômetros de distância de Puerto Madryn, com trechos de estrada asfaltada e de barro.

Há excursões, mas você pode alugar um veículo e ir por conta própria. É cobrada taxa de entrada à Península, que custa 7.500 pesos (cerca de R$ 45 em dezembro deste ano).

Ao longo do percurso é fácil avistar grupos de guanacos, parente das lhamas. Não são muitos afeitos às aproximações humanas, mas o visitante consegue registrar, à distância, a presença deles.

Avistamento das baleias

Cerca de 1 hora depois de estrada, chega-se a Puerto Pirámides, única cidade dentro da Área Natural Protegida Península Valdés, é de onde saem os passeios para os avistamentos embarcados as baleias-franca-austral.

Já a partir de junho podem ser observadas em seu habitat natural até dezembro.

Baleia faz aparição para visitantes – Vídeo: Paulo Rolemberg/ND

A Península Valdés é o local onde as chances de avistá-las de perto são maiores que em qualquer outro lugar do mundo.

O passeio de barco para ver as baleias custa 46 mil pesos (cerca de R$ 270). As águas são tranquilas e a embarcação tem estrutura para o melhor avistamento das baleias. Não espere o barco perseguindo os animais para satisfazer os visitantes. A ideia é deixar que elas se aproximem.

Não existe a garantia que as baleias façam exibições cinematográficas e se aproximem a poucos metros do barco. Há sobretudo respeito pelo comportamento natural desses animais.

Mas é certo que algumas delas irão aparecer para alegria dos turistas. Mesmo que seja para respirar e esguichar.

Tivemos a sorte de mãe e filhote, curiosos, nadarem perto da embarcação. Um encanto da fauna argentina. As baleias adultas chegam a 17 metros de comprimento e pesar até 60 toneladas.

O passeio para observação das baleias dura cerca de 1 hora e meia. Uma observação, os guias nas embarcações falam apenas espanhol, então é bom ficar atento às orientações.

Beleza natural na Península Valdés na Patagônia Argentina – Vídeo: Paulo Rolemberg/ND

Na costa leste da Península fica um acidente geográfico é a Caleta Valdés, que abriga uma grande colônia de lobos-marinhos e leões-marinhos. Do alto de mirantes, é possível avistar esse animais estirados em grupos ou isolados.

Com sorte, de setembro a abril, você também pode chegar a ver orcas encalhando na areia propositalmente, na tentativa de comer um leão-marinho distraído.

Patagônia Argentina é o único lugar em que as orcas praticam a técnica de impulsionar seus corpos para fora da água para caçar filhotes de elefantes marinhos e de lobos-marinhos.

Os simpáticos pinguins

Outro ponto extraordinário da fauna marinha da Península Valdés é a Estância San Lorenzo, a cerca de 40 minutos de Puerto Pirámides (entrada a partir de 6.500 pesos, cerca de R$ 39). O local é a maior colônia de pinguins de Magalhães do mundo.

Pinguins abrigam seus ovos em pequenos buracos até o nascimento dos filhotes – Vídeo: Paulo Rolemberg/ND

Os pinguins-de-magalhães voltam ao mesmo local todos os anos para se reproduzir, sendo que os machos chegam no início de setembro na Península Valdés, algumas semanas antes da fêmeas, para preparar os ninhos.

No início de outubro, já é possível ver ovos em alguns dos ninhos, que serão chocados por cerca de 40 dias, até meados de novembro, quando começam a nascer os filhotes.

Eles são alimentados pelos pais por cerca de dois meses e, em seguida, passam a também se aventurar no mar para buscar o próprio alimento.

Os simpáticos pinguins-de-Magalhães – Vídeo: Paulo Rolemberg/ND

A população dessas aves chega a ultrapassar os 400 mil exemplares, e pode ser avistada entre os meses de setembro a março.

Os pinguins-de-magalhães simplesmente ignoram tudo que não pareça uma ameaça imediata, por isso, é possível caminhar tranquilamente entre eles sem qualquer preocupação.

Fiquem bem à vontade para registrar os simpáticos animais, no entanto, não tente chegar perto demais deles, dos ninhos ou dos filhotes e mantenha-se no caminho demarcado.

Como chegar a Puerto Madryn?

O melhor jeito de chegar é via Buenos Aires. Voei pela Flybondi, companhia aérea argentina de baixo custo, saindo de Florianópolis. A empresa possui três rotas entre o Brasil e Buenos Aires.

Os voos saem de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, com tarifas a partir de R$ 424, dependendo do mês.

É importante saber que por ser uma empresa low coast, em rotas internacionais, não é oferecido lanche.

A ideia é reduzir ao máximo os custos operacionais para baratear as tarifas. Já em rotas domésticas, há possibilidade de comprar lanches e bebidas.

Outra coisa, se acostume e faça parte de um ritual incomum no Brasil. Os argentinos costumam aplaudir a cada pouso da aeronave, um reconhecimento ao trabalho do piloto.

Em que época do ano ir?

A melhor época para ir a Puerto Madryn depende do que mais deseja ver. Pode-se dizer que entre os meses de setembro e início de dezembro é o período em que se consegue ver um pouco de tudo: baleias, pinguins, lobos marinhos e — com sorte— orca.

Praia de Puerto Madryn, na Patagônia Argentina – Foto: Divulgação/NDPraia de Puerto Madryn, na Patagônia Argentina – Foto: Divulgação/ND

Se possível, fique pelo menos 4 dias em Puerto Madryn para poder fazer os passeios com calma.

A cidade de Puerto Madryn conta com inúmeras agências de turismo autorizadas que oferecem serviços de excursões aos diversos atrativos com guias bilíngues.

Procure por uma quando chegar à cidade ou informe-se no seu hotel. Puerto Madryn conta com uma ampla oferta de hotéis e pousadas de uma a cinco estrelas.

O hotel Rayentray é um dos que está localizado de frente para o mar, possui uma vista lindíssima da cidade e fica a cerca de 20 minutos a pé do centro. Tem um café da manhã bem farto e delicioso!

O repórter viajou a convite do Instituto Nacional de Promoção Turística (INPROTUR) da Argentina e da Flybondi.

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